domingo, 11 de abril de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
44 - MEGA MANIFESTAÇÃO
sábado, 13 de março de 2010
43 - CULTURA – Definição
In Facebook, MARINHENSES ANTI-TOURADAS – Comentário de Caiado ao Post de 12/03/2010, 12:00
(...) «Culltura é evolução. Daí, a experimentação animal. Cultura é alegria. Daí as vestes garridas e apaneleiradas dos que gravitam`covardemente em redor do indefeso animal. Cultura é obscenidade, daí os jogos de anca, as provocações de um marialvismo com tiques de bestialismo (também zoofilia, uma parafilia, portanto). Cultura é populaça ululante, aconchegada no conforto do número, não vários contra um, o touro, mas vários MILHARES contra um, já que todos são criminosos, na arena e na bancada. Cultura é isto, forçar um animal elegante, leve, belo e amável, pacífico e obediente, de esporas cravadas a temer mais o cavaleiro-PSICOPATA que o animal dotado de haste, o bovino. Cultura é isto, ACIRRAR animal contra animal numa 'chega' desigual e com todo um ambiente atordoante al rededor para os apurados sentidos de uma criatura pacífica, indefesa e sensível - o touro. Cultura, é a máscara. Como num teatro, a máscara do criminoso, o gorro do carniceiro que desenvolve técnicas de confronto cada vez mais desigual de modo a ditar o resultado com pretensões de uma 'bravura' ensaiada e PROGRAMADA, servida como acto valente aos otários que cumpicemente assistem e que, apenas interessados no SANGUE, excitados sexualmente com o pegar na cauda do touro, com o perceber-lhe o membro fálico ora dentro ora saindo da ponta penugenta, EXCITADOS na sua líbido MÓRBIDA com o sofrimento, vendo o equídeo abrir o esfíncter e defecar na areia, o touro, em sevícia tortuosa e em falência orgânica, URINANDO de medo, em convulsão de sentimentos. Bem diz Saramago, o touro quando entra na arena, "entra alegre. Ou pelo menos assim acredita". Mais ou menos isto.
Cultura. Para além das definições anteriormente avançadas, acrescente-se esta: acto gentil e mariconço de sentir excitação sexual com sofrimento de animais em situação exangue e com o AVAL do também gentil e porreiro, pá, o Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates. A História, digo, a história da Cultura, NÃO O ESQUECERÁ.
E, se a memória do povo é curta, A MEMÓRIA DOS ANIMAIS e seus amigos, não o será JAMAIS.»
domingo, 28 de fevereiro de 2010
42 - Morrer como um touro
In PÚBLICO
O Ministério da Cultura resolveu criar uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura a pretexto de que lidar touros seria uma tradição cultural portuguesa a preservar. Mas a tradição é mais antiga, do tempo em que humanos e animais lutavam na arena para excitar os nervos da multidão com o sangue e a morte anunciada. A piedade, que é um valor mais antigo do que Cristo, veio, na sua interpretação cristã, salvar disto os humanos. Esqueceu-se, porém, dos animais.
Há um momento nas touradas em que o touro, muito ferido já pelas bandarilhas, o sangue a escorrer, cansado pelos cavalos e as capas, titubeia e parece ir desistir. Afasta-se para as tábuas. Cheira o céu. Vêm os homens e incitam-no. A multidão agita-se e delira com o sangue. O touro sabe que vai morrer. Só os imbecis podem pensar que os animais não sabem. Os empregados dos matadouros, profissionais da sensibilidade embaciada, conhecem o momento em que os animais “cheiram” a morte iminente. Por desespero, coragem ou raiva (não é o mesmo?), o touro arremete pela última vez. Em Espanha morre. Aqui, neste país de maricas, é levado lá para fora para, como é que se diz? ah sim: ser abatido. A multidão retira-se humanamente, portuguesmente, de barriga cheia de cultura portuguesa, na tradição milenar à qual nenhuma piedade chegou
Os toureiros têm pose que se fartam (e com a qual fartam toda a gente). Pose de hombre, pose de macho. Mas os riscos que de facto correm são infinitamente menores que a sorte que inevitavelmente espera os touros, que o sofrimento e a desorientação que infligem aos touros para o seu próprio prazer e o da multidão. Dá vontade de dizer que quem se porta assim, quem mostra orgulho de se portar assim, tem entre as pernas, e não apenas literalmente, órgãos bem mais pequenos que aqueles que os touros exibem. Os toureiros são corajosos mas entram na arena sabendo que haverá sempre quem os safe, senão à primeira colhida, então à segunda. Às vezes aleijam-se a sério e às vezes morrem, o que talvez prove que os deuses da Antiguidade são justos, vingativos e amigos de todos os animais por igual. Os touros, esses, não têm ninguém que os vá safar em situação de risco, estão absolutamente sós perante a morte. Querem os toureiros ser hombres até ao fim? Experimentem ser tão homens como eram os homens e os animais na Antiguidade: se ficarem no chão, fiquem no chão. Morram na arena. É cultura. A senhora ministra da Cultura certamente compensará tão antigo costume.
Também era da tradição, em Portugal por exemplo, executar em público os condenados, bater nas mulheres, escravizar pessoas. Foi assim durante milénios. Ninguém via mal nenhum nisso a não ser, confusamente, com dúvidas, as próprias vítimas. Até que a piedade, na sua interpretação moderna e laica, acabou com tão veneráveis tradições.
Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?
- Paulo Varela Gomes (Historiador), “Cartas do Interior”, Público, 27.02.2010, P2, p.3.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
41 - Por favor, proteste contra a recentemente criada Seccçao de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura!
Apesar dos milhares de protestos, nacionais e internacionais, enviados contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, nada demoveu a Ministra da Cultura de criar tal Secção. Gabriela Canavilhas é aficionada das touradas e participou, enquanto directora-geral da Cultura dos Açores, no "Fórum Mundial da Cultura Taurina", que decorreu na Terceira em 2009, pelo que, não é de estranhar o sucedido.
Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, da autoria do MOVIMENTO ANTI-TOURADAS DE PORTUGAL, ou se preferir, escreva a sua própria mensagem, ao Primeiro Ministro, ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e ao Ministério da Cultura, com conhecimento aos seis líderes parlamentares da Assembleia da República, pedindo que intercedam nesta situação.
Por favor, envie a sua mensagem para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt; gmc@mc.gov.pt
Com Conhecimento (Cc) a: gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt
------------------------------------------------------------------------------------
Carta tipo:
Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura
Com Conhecimento a:
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV
Excelências,
Acabei de tomar conhecimento da criação, por parte do Ministério da Cultura, de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Venho por este meio expressar a minha indignação.
Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.
A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.
Assim, apelo para que V/Ex.ª interceda no sentido de acabar, quanto antes, com as implicações do Despacho n.º 3254/2010, revogando-o de foma a ser excluida a secção de tauromaquia do CNC. Apelo para que a actividade tauromáquica não seja financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos. Peço a demissão imediata da actual Ministra da Cultura.
Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,
[Nome]
[País ]
[E-mail]
Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, da autoria do MOVIMENTO ANTI-TOURADAS DE PORTUGAL, ou se preferir, escreva a sua própria mensagem, ao Primeiro Ministro, ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e ao Ministério da Cultura, com conhecimento aos seis líderes parlamentares da Assembleia da República, pedindo que intercedam nesta situação.
Por favor, envie a sua mensagem para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt; gmc@mc.gov.pt
Com Conhecimento (Cc) a: gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt
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Carta tipo:
Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura
Com Conhecimento a:
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV
Excelências,
Acabei de tomar conhecimento da criação, por parte do Ministério da Cultura, de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Venho por este meio expressar a minha indignação.
Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.
A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.
Assim, apelo para que V/Ex.ª interceda no sentido de acabar, quanto antes, com as implicações do Despacho n.º 3254/2010, revogando-o de foma a ser excluida a secção de tauromaquia do CNC. Apelo para que a actividade tauromáquica não seja financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos. Peço a demissão imediata da actual Ministra da Cultura.
Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,
[Nome]
[País ]
[E-mail]
40 - Petição Contra a Criação de uma Secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura - PARTIDO PELOS ANIMAIS
Dois bons motivos para assinar esta Petição:
1) Não admitir que os seus impostos sejam canalizados para apoiar a indústria tauromáquica (o que irá acontecer enquanto existir uma secção de tauromaquia no Concelho Nacional de Cultura);
2) Não concordar que as touradas continuem a ser permitidas em Portugal e, como tal, ser contra todas as incitativas que contribuam para proteger a indústria tauromáquica.
Para ler e assinar a Petição, por favor, clique aqui:
Petição Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura
1) Não admitir que os seus impostos sejam canalizados para apoiar a indústria tauromáquica (o que irá acontecer enquanto existir uma secção de tauromaquia no Concelho Nacional de Cultura);
2) Não concordar que as touradas continuem a ser permitidas em Portugal e, como tal, ser contra todas as incitativas que contribuam para proteger a indústria tauromáquica.
Para ler e assinar a Petição, por favor, clique aqui:
Petição Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura
39 - "Viva la muerte" - JN
Só nos faltava esta: uma ministra da Cultura para quem divertir-se com o sofrimento e morte de animais é... cultura. Anote-se o seu nome, porque ele ficará nos anais das costas largas que a "cultura" tinha no século XXI em Portugal: Gabriela Canavilhas. É esse o nome que assina o ominoso despacho publicado ontem no DR criando uma "Secção de Tauromaquia" no Conselho Nacional de Cultura. Ninguém se espante se, a seguir, vier uma "Secção de Lutas de Cães" ou mesmo, quem sabe?, uma de "Mutilação Genital Feminina", outras respeitáveis tradições culturais que, como a tauromaquia, há que "dignificar".
O património arquitectónico cai aos bocados? A ministra foi ali ao lado "dignificar" as touradas. O património arqueológico degrada-se? Chove nos museus, não há pessoal, visitantes ainda menos? O teatro, o cinema, a dança, morrem à míngua? Os jovens não lêem? As artes estiolam? A ministra foi aos touros e grita "olés" e pede orelhas e sangue no Campo Pequeno. Diz-se que Canavilhas toca piano. Provavelmente também fala Francês. E houve quem tenha julgado que isso basta para se ser ministro da Cultura...
"Viva la muerte" - JN
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