sábado, 22 de agosto de 2026

Largadas de Touros em Arruda dos Vinhos - Denúncias

 


Enviámos denúncias a propósito de várias situações particularmente inaceitáveis que tiveram lugar em Arruda dos Vinhos, durante largadas de touros recentes. 

Não fizemos nenhum convite ao envio de mensagens em massa. Ainda assim, sabendo que há pessoas que estão disponíveis para reforçar estas denúncias, enviando as suas mensagens, deixamos os endereços dos destinatários que nos parecem mais importantes e dois textos sugeridos (versão 1 e versão 2).

A versão 1 é mais completa e fundamentada, incluindo o enquadramento legal e pedidos concretos dirigidos a cada uma das entidades.

A versão 2 é bastante mais curta e simples, descrevendo essencialmente os factos e deixando às entidades competentes a respetiva avaliação, enquadramento e adoção das medidas que considerem adequadas.

Quem quiser enviar mensagem, pode escrever o seu próprio texto ou copiar-colar o texto de uma das versões abaixo. 


VERSÃO 1

Para: sepna@gnr.pt; geral@dgav.pt; secretariado.lvt@dgav.pt; cm-arruda@cm-arruda.pt; amunicipal@cm-arruda.pt

Assunto: Denúncia e Pedido de Averiguação e Atuação: Maus-tratos a bovino manso em largada – Arruda dos Vinhos

Exmos. Senhores,

Venho, por este meio, apresentar denúncia e solicitar a averiguação e atuação relativamente aos factos documentados no vídeo https://www.facebook.com/reel/4449145105349970 referentes à largada de touros realizada em Arruda dos Vinhos no dia 14 de agosto de 2026.

1. Factos relativos ao bovino manso (cabresto):

As imagens documentam uma atuação inapropriada sobre um boi branco e castanho, que é um animal manso, que foi levado para ali para servir de apoio ao maneio e condução dos touros bravos.

O referido bovino é conduzido e incitado a entrar no tanque do Chafariz Pombalino, num momento em que nenhum outro bovino se encontrava na água.

No interior do tanque, o animal submerge várias vezes a cabeça e o focinho, apresentando sinais de medo e de exaustão física, incapacidade de manter o equilíbrio em permanência, e risco iminente de afogamento. Encontrando-se em manifesto sofrimento e debilidade, são-lhe desferidas pancadas com varas por intervenientes no local.

Após conseguir transpor o bordo do tanque/chafariz com extrema dificuldade, o animal colapsa imediatamente no areal em decúbito, incapaz de se suster de pé.

2. Enquadramento e Proteção Jurídica

O animal em causa não é uma “rês brava” objeto de lide tradicional, mas sim um animal manso auxiliar. Entende-se que não existe motivo legítimo ou exceção legal que justifique incitar ou forçar a entrada do animal na água (onde não estava sequer nenhuma “rês brava”), sujeitá-lo a esforço desmedido ou agredi-lo fisicamente. 

A Lei n.º 92/95, de 12 de setembro, proíbe violências injustificadas contra animais e a imposição de esforços que estejam para além das suas capacidades físicas (art.º 1.º, n.º 1 e n.º 3, al. a)), impondo ainda o dever de socorro a animais em perigo (art.º 1.º, n.º 2).  

O Código Civil (art.ºs 201.º-B e 1305.º-A) consagra os animais como seres vivos dotados de sensibilidade e vincula a sua detenção ao dever de assegurar o bem-estar, estabelecendo expressamente que o direito de propriedade não abrange a faculdade de lhes infligir dor ou sofrimento injustificado.  

3. Permanência prolongada de bovino na água

Solicita-se adicionalmente a averiguação do que foi reportado publicamente relativo à permanência de um bovino (este ou eventualmente outro) no interior do mesmo tanque com água durante cerca de duas horas, no decurso de uma largada em agosto de 2026 em Arruda dos Vinhos (https://www.facebook.com/antitouradas/posts/pfbid02cGLxTnnpgN2LjtPfpKzvVN8z6NMVqL5zXq9vrBAxWcEJoRpFb5XAmct5DdubPxF9l), apurando-se a duração efetiva, os meios de resgate mobilizados e a eventual assistência veterinária prestada.

4. Pedido de Diligências

Face ao exposto, solicita-se:

Ao SEPNA/GNR: O levantamento do competente auto de notícia e a identificação dos cidadãos intervenientes e dos detentores do boi (cabresto) em apreço no âmbito da situação documentada no vídeo https://www.facebook.com/reel/4449145105349970, bem como outras diligências que se justifiquem;  

À Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e ao Médico Veterinário Municipal: A inspeção das condições sanitárias, rastreabilidade e bem-estar dos animais presentes no evento, bem como dos relatórios sanitários obrigatórios;  

À Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos: A abertura do respetivo procedimento contraordenacional ao abrigo das competências instrutórias previstas no art.º 14.º da Lei n.º 92/95 (e o encaminhamento desta mensagem para o veterinário municipal);  

Aos Senhores Deputados Municipais da Assembleia Municipal de Arruda dos Vinhos: que questionem o Executivo Municipal sobre o sucedido e promovam o fim das largadas de touros ou, no mínimo, uma alteração formal ao Normativo das Largadas de Touros dos Seculares Festejos em Honra de Nossa Senhora da Salvação, consagrando expressamente a proibição absoluta de forçar, incitar ou permitir a entrada de animais no interior do tanque do Chafariz Pombalino;  

A quem me souber esclarecer, a indicação de qual o diploma próprio aplicável à realização destas largadas em recinto improvisado (referido no art.º 1.º, n.º 3, do Regulamento do Decreto-Lei n.º 89/2014).

Solicita-se a confirmação de receção da presente comunicação e informação sobre o seguimento dado às averiguações.

Com os melhores cumprimentos,

(Nome e outros dados de identificação)


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VERSÃO 2 

Para: sepna@gnr.pt; geral@dgav.pt; secretariado.lvt@dgav.pt; cm-arruda@cm-arruda.pt; amunicipal@cm-arruda.pt

Assunto: Maus-tratos a bovinos nas largadas de Arruda dos Vinhos

Exmos. Senhores,

Venho, por este meio, apresentar denúncia e solicitar a averiguação e atuação relativamente aos factos documentados no vídeo https://www.facebook.com/reel/4449145105349970 referentes à largada de touros realizada em Arruda dos Vinhos no dia 14 de agosto de 2026.

As imagens mostram um bovino branco e castanho, aparentemente um animal manso, utilizado no apoio ao maneio e condução dos touros bravos, a ser conduzido e incitado a entrar no tanque do Chafariz Pombalino, num momento em que nenhum outro bovino se encontrava na água.

No interior do tanque, o animal manifesta sinais evidentes de medo e dificuldade, submergindo repetidamente a cabeça e o focinho e apresentando sinais de exaustão física e dificuldade em manter o equilíbrio. Durante esta situação, são-lhe desferidas pancadas com varas por intervenientes no local.

Após conseguir transpor o bordo do tanque/chafariz com grande dificuldade, o animal colapsa no areal, permanecendo deitado e aparentemente incapaz de se suster de pé.

Solicito, assim, às entidades competentes que averiguem o sucedido, identifiquem os responsáveis e detentores do animal e apurem as circunstâncias em que estes factos ocorreram, bem como as condições de bem-estar e eventual assistência veterinária prestada ao animal, adotando as medidas que se mostrem adequadas perante esta situação e para evitar que situações do mesmo género se repitam no futuro.

Solicito igualmente a averiguação do que foi reportado publicamente quanto à permanência de um bovino, eventualmente o mesmo ou outro, no interior do referido tanque com água durante cerca de duas horas, no decurso de uma largada realizada em agosto de 2026 em Arruda dos Vinhos: https://www.facebook.com/antitouradas/posts/pfbid02cGLxTnnpgN2LjtPfpKzvVN8z6NMVqL5zXq9vrBAxWcEJoRpFb5XAmct5DdubPxF9l

Agradeço ainda que seja apurada a duração efetiva dessa permanência, as circunstâncias em que ocorreu, os meios eventualmente mobilizados para retirar o animal e a assistência veterinária que lhe tenha sido prestada.

Solicita-se a confirmação de receção da presente comunicação e informação sobre o seguimento dado às averiguações.

Com os melhores cumprimentos,

(Nome e outros dados de identificação)


ERC

 Em actualização

RTP

 Em actualização 

sábado, 27 de junho de 2026

Banco de Sangue Animal esclarece que não patrocinou a Feira do Mundo Rural de Mêda 2026


A recente Feira do Mundo Rural de Mêda esteve envolvida em polémica. O programa incluiu várias actividades de desrespeito pelos animais, entre as quais uma tourada de praça. Esta actividade, durante a qual foi derramado sangue de animais, contou com diversos apoios públicos, entre os quais uma comparticipação de 25 mil euros. Centenas de pessoas enviaram uma mensagem à autarquia local, demonstrando indignação perante a realização desta actividade, que teve lugar pela primeira vez em Mêda, e os respectivos apoios públicos.

Entre estas pessoas, houve quem reparasse que um logotipo do Banco de Sangue Animal figurava no cartaz oficial da referida feira. Assim, questionámos esta entidade no sentido de apurarmos se teria patrocinado ou apoiado o evento em causa.

A resposta veio esclarecer a situação: o Banco de Sangue Animal informou-nos de que não patrocinou nem publicitou o evento e esclareceu ainda que o logotipo utilizado no cartaz corresponde a uma versão antiga da sua identidade visual.

Partilhamos a célere e esclarecedora resposta que nos foi remetida pelo Banco de Sangue Animal:

"Exmos. Senhores,

Agradecemos desde já o vosso contacto e o interesse demonstrado. 

Esclarecemos que o Banco de Sangue Animal não patrocinou ou publicitou o referido evento, nem tinha qualquer indicação prévia relativamente à programação do mesmo.

A nossa instituição patrocina eventos de natureza médica, ciêntífica ou académica, em linha com a nossa missão e princípios. No início deste mês patrocinamos e estivemos presentes na EVECC - Congresso Europeu de Medicina Veterinária de Emergência e Cuidados Intensivos, que decorreu na Escócia, por exemplo.

Importa ainda clarificar que o símbolo que surge no cartaz não corresponde ao logótipo atual do Banco de Sangue Animal. (infra poderão ver a linha atual dos nossos logos).

Trata-se de uma versão antiga da nossa identidade visual, que deixou de ser utilizada há vários anos, pelo que não entendemos como, nem porque motivo foi incluída no referido material.

O que fizemos, como temos vindo a fazer há muitos anos e em diversos contextos, foi contarmos com a presença de uma Enfermeira Veterinária do BSA no recinto, com o objetivo de esclarecer tutores de cães e gatos sobre a atividade do BSA e como podem contribuir para salvar outros animais em clínicas e hospitais veterinários. É um trabalho de divulgação que fazemos de Norte a Sul do País e que nada tem que ver com patrocínio ou apoio a este tipo de eventos.

Reforçamos o nosso compromisso com o bem-estar animal e lamentamos qualquer eventual mal-entendido.

Com os melhores cumprimentos,

(...)"

terça-feira, 9 de junho de 2026

Diário do Distrito: "Plataforma Marinhenses Anti-touradas denuncia maus tratos a touro na Azambuja (c/ vídeo)"

 Plataforma Marinhenses Anti-touradas denuncia maus tratos a touro na Azambuja (c/ vídeo)

Diário do DistritoDiário do Distrito

09 Junho 2026 13:59
Plataforma Marinhenses Anti-touradas denuncia maus tratos a touro na Azambuja (c/ vídeo)

Plataforma Marinhenses Anti-touradas denuncia maus tratos a touro na Azambuja (c/ vídeo)



A Plataforma Marinhenses Anti-touradas divulgou um vídeo, que terá sido filmado na localidade da Azambuja durante as largadas na Feira de Maio.


«Este vídeo não deve ser visto por pessoas sensíveis. Este vídeo foi-nos enviado por uma pessoa que sempre viveu na Azambuja, mas que não se revê nas práticas tauromáquicas, como as que são promovidas pela autarquia, tal como as incluídas na recente Feira de Maio.»



As imagens mostram um touro que terá partido a pata esquerda e por isso teve de ser retirado do recinto das largadas.

O animal é preso com cordas, enquanto o atrelado é preparado, e durante largos minutos pode ver-se o estado ofegante do touro.

Após ser solto da corda que lhe prendia a cabeça, o animal investe contra o atrelado e cai por diversas vezes.

«Qual é o objectivo desta nossa publicação? Que as pessoas que ainda têm dúvidas sobre se há ou não sofrimento nas largadas de touros visualizem este vídeo. Trata-se simplesmente de meter um touro no carro no final da passagem dele pelas ruas» refere a Plataforma.

«Observem e digam-nos se acham que não cravar ferros num touro é suficiente para tornar as práticas tauromáquicas aceitáveis.»

Durante a Feira de Maio na Azambuja registaram-se vários incidentes, incluindo um touro que fugiu do recinto e colheu três pessoas.








segunda-feira, 8 de junho de 2026

📧 Mêda: Pedido de Cancelamento de uma tourada e da Não Concessão de Apoios Públicos à tauromaquia


Por favor, faça chegar uma mensagem aos órgãos autárquicos de Mêda (distrito da Guarda) a pedir o cancelamento de uma tourada que está a ser anunciada para o próximo dia 21, bem como a demonstrar indignação pelos apoios públicos concedidos.

A autarquia de Mêda decidiu introduzir pela primeira vez uma tourada no concelho, integrá-la numa feira municipal e afetar recursos públicos à sua organização!

Basta enviar a mensagem sugerida, ou outra do género.
___________________

Para: presidente@cm-meda.pt, carlasequeira@cm-meda.pt, carlosmontez@cm-meda.pt, carlosfial@hotmail.com, geral@cm-meda.pt

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

Mensagem sugerida:

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Mêda,
Excelentíssimos Senhores Vereadores,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Mêda,
Excelentíssimos Senhores Deputados Municipais,

Tomei conhecimento de que está prevista a realização de uma “corrida de touros” em Mêda no próximo dia 21 de junho, integrada na V Feira das Atividades do Mundo Rural. 

Manifesto a minha profunda discordância relativamente à realização deste evento de violência gratuita contra animais, bem como ao apoio institucional e financeiro que lhe está a ser concedido pelo Município de Mêda.

Causa-me particular estranheza que esse Município promova a realização de uma tourada numa localidade onde, segundo a própria divulgação efectuada pela autarquia, este “espectáculo” está para ter lugar pela primeira vez. Não se trata, portanto, sequer da preservação de uma tradição local, mas sim da introdução de uma prática que não faz parte da identidade cultural do concelho de Mêda.

Acresce que, segundo informação disponível publicamente no Portal BASE, o Município de Mêda celebrou um contrato no valor de 25.000 euros para a organização deste "espectáculo" tauromáquico. Considero particularmente preocupante a utilização de recursos públicos para apoiar e promover uma actividade que suscita uma forte e crescente contestação numa sociedade que se quer justa, empática e ética.

Independentemente da posição de cada cidadão sobre a tauromaquia, parece-me legítimo questionar se a afectação de verbas municipais a este tipo de evento corresponde às prioridades e expectativas dos munícipes.

Por todos os motivos expostos, apelo à Câmara Municipal de Mêda para que reconsidere a realização desta tourada e proceda ao cancelamento da mesma, e também para que assuma o compromisso de não voltar a promover, financiar, organizar ou apoiar institucionalmente outras no futuro, direcionando os recursos públicos municipais para iniciativas culturais, recreativas e turísticas que não assentem na exploração e no sofrimento de animais.

Solicito igualmente à Assembleia Municipal que acompanhe este assunto no exercício das suas funções de fiscalização da actividade municipal e promova o necessário debate público sobre a utilização de recursos municipais para este tipo de iniciativas, pelo que solicito o encaminhamento da presente mensagem aos membros da Assembleia Municipal de Mêda.

Agradeço antecipadamente a atenção dispensada, ficando na expectativa de que a tourada em causa seja cancelada.

Com os melhores cumprimentos,
[NOME]
[LOCALIDADE]

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Muito Obrigado SIC: touradas Fora das Emissões

 𝗔 𝗦𝗜𝗖 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲𝘂

📩 ❤️
Após as mensagens enviadas, a SIC confirmou que manterá as touradas fora das suas emissões.

Agradecemos à SIC pela posição assumida e pela forma como respondeu.

E um obrigado sincero a todos os que participaram na ciber-acção que sugerimos no sábado. A vossa voz contou.

Seguimos juntos, rumo à abolição da tauromaquia.

Pode ser uma imagem de texto que diz "SIC mantém SICmantémtouradas touradas fora das emissões " "confirmamos que que manteremos o evento fora das nossas emissões." Resposta da SIC 13/04/2026 RespostadaSIC.13/04/2026 3/04/ 2026"