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sábado, 25 de abril de 2020

Feliz Dia da Liberdade, com a liberdade possível


Desejamos a Tod@s um Dia da Liberdade o mais feliz possível, enquanto, ansiando por não mais opressão e tortura, continuamos a lutar pela abolição da tauromaquia. 
25/04/2020

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Acosso e Derrube

= Acosso e Derrube: Uma crueldade intolerável, quer enquanto teste de “bravura” (muito utilizado em Portugal) quer enquanto modalidade de competição =

O Acosso e Derrube (também chamado de “acosso e derriba” ou, em espanhol, “acoso y derribo”) é mais uma prática que assenta na perseguição e inflicção de sofrimento a animais. Perseguem-se (acossam-se), espetam-se (acossam-se) e fazem-se cair (derrubam-se) bovinos!

A perseguição é feita por pessoas montadas em cavalos. Cada uma destas pessoas está munida de uma vara longa que tem um comprimento de 2,5 a 3,7 m e uma ponta de metal que pica (e fere, obviamente).

Nos países em que ainda se realizam touradas, o acosso e derrube pratica-se: enquanto prova funcional de campo, como suposto teste daquilo a que alguns chamam de bravura do (chamado) gado bravo de lide; e/ou com outros fins.

Enquanto prova funcional de campo, esta decorre numa parcela de terreno duro, com 1500 metros de comprimento por 100 metros de largura, que se inicia num curral (designado por curral de saída) ou numa arena e termina num outro curral (designado por curral de paragem), no qual os bovinos costumam pastar e dormir na(s) véspera(s) da cruel prova. Os bovinos referidos são machos com idades compreendidas entre 1 a 2 anos.

No aludido contexto, os jovens animais começam por ser colocados em grupo no curral de saída (ou arena). Depois, cada um deles é separado do grupo e perseguido individualmente, em direcção ao curral de paragem, por duas pessoas, auxiliar e "garrochista", munidas das referidas varas. A auxiliar força o bovino a correr ininterruptamente e sempre em frente pelo menos 500 metros, sendo que quando este já está a galopar e a evidenciar sinais de muito cansaço, a "garrochista" vai-lhe dando umas pauladas, até que faz o seguinte: espeta-lhe violentamente a vara nos quartos traseiros na zona da anca, empurrando-o e levantando-o, para assim o derrubar. Se a vítima não rodar o suficiente durante a queda e não cair no chão com a cabeça virada para o curral de saída, há um procedimento adicional (em que, uma vez mais, as varas estão presentes) para a virar nessa direcção. E todo este processo, em que cada animal é violentamente espetado/ferido, empurrado e levantado, derrubado, e muitas vezes ainda forçado a virar-se para ao lado contrário àquele para onde corria quando foi atirado para o chão, é repetido várias vezes.

A derrubar numa prova funcional de campo de acosso e derrube
É evidente que o acosso e derrube causa ferimentos e sofrimento neurológico e psicológico a estes seres sencientes. Como facilmente se percebe, origina também a morte a curto prazo de muitos deles. Uns morrem de imediato no local, por quebra do pescoço, por exemplo. Outros sofrem lesões graves, como fracturas nas pernas ou na coluna vertebral, que, mesmo que não os matem, ditam o abate. O abate (em breve) é também a consequência de uma nota negativa neste atroz teste.



A nota no teste ser negativa ou positiva, depende de diversos factores. O mais valorizado é a atitude do jovem bovino assim que se levanta, após cada queda, perante um incitamento a correr em direcção ao curral de saída. Assim sendo:

- Se o bovino tiver boa memória e resolver ignorar quem o está a provocar, tomando a decisão de dar meia volta e de se dirigir para o curral onde pastou e dormiu tranquilamente na véspera, na esperança de que aí o deixem em Paz, tem nota negativa;

- Se, pelo contrário, o raciocínio do animal for que se perseguir os indivíduos que o feriram talvez os consiga afastar e ver-se assim livre deles, é provável que tenha nota positiva. Se assim for, pode ainda ter de suportar outros testes, que incluem, por exemplo, lances de varas no cachaço (e mais para trás), desferidos de seguida e no mesmo espaço e/ou posteriormente na praça de provas da ganadaria (“tenta a campo aberto” e/ou “tenta/re-tenta em tentadeiro”, respectivamente).

Como no “mundo” da tauromaquia tudo é entretenimento, é habitual que participem/assistam convidados às provas de acosso e derrube, que se façam exibições desta prática nas "festas" de campo, e que alguns indivíduos acossem/derrubem para treinar para competições (hípicas).

Em competição, a maneira como se acossa e derruba é idêntica à supra explanada. As principais diferenças são as que se seguem. Os animais que se violentam são machos ou fêmeas. São não só bovinos “de lide” como também os chamados bovinos de carne. Não importa a idade, desde que pesem mais de 200 Kg. Uma vez que, neste âmbito, o objectivo não é a selecção dos animais que continuam a fazer parte de determinada ganadaria, mas sim a classificação e selecção das pessoas mais "habilidosas" a derrubarem animais, há um sistema de pontos, a atribuir aos concorrentes. O número de pontos positivos depende de factores como sejam se o bovino roda (ou não) durante a queda ou qual a parte do corpo da vítima que primeiro bate no chão! Já os pontos negativos são atribuídos quando, por exemplo, a vara é espetada nos rins ou no anus das vítimas.

Em Portugal, o acosso e derrube enquanto competição tem, felizmente, pouquíssima adesão. Ainda assim, vai-se sabendo da existência de alguns campeonatos e não faltam toureiros Portugueses que participam em campeonatos fora do país.

Um Português num campeonato de acosso e derrube em Espanha

[Texto: Marinhenses Anti-touradas]

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Queixa Bem-Sucedida ao Provedor do Telespectador da RTP

Na sequência de uma mensagem ao Provedor do Telespectador da RTP por nós sugerida (acção em que participaram algumas pessoas, às quais muito agradecemos), o Senhor Provedor respondeu o seguinte:

 “(...) Darei conhecimento da sua queixa a quem de direito e penso tratar esta questão em próximo programa Voz do Cidadão”.

Esta acção de envio de mensagens contribuiu assim para que o assunto “tauromaquia” seja incluído, pela primeira vez durante o mandato de Jorge Wemans, num programa “Voz do Cidadão”.

Mais uma pequena grande vitória!

As declarações do Presidente do Conselho de Administração da RTP que estiveram na origem da mensagem que deu os referidos frutos podem ser ouvidas aqui:


Aguardemos agora por um episódio do “Voz do Cidadão” centrado na emissão televisiva de touradas, que inclua também uma abordagem à postura dos colaboradores da RTP que vão apoiando, muitas das vezes de forma imprópria, a indústria tauromáquica.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

TVI Sem Touradas? – Pedido de Envio de E-mails

Foto de Marinhenses Anti-touradas.

Depois de cinco anos consecutivos sem emitir ou apoiar touradas, a TVI está, esta semana, a passar publicidade a uma, com a menção “apoio TVI”. Não há certezas sobre se a pretende ou não transmitir, mas tendo em conta insinuações em blogues tauromáquicos, é possível que sim.
Por favor, actue já, enviando a mensagem abaixo sugerida (ou outra que lhe pareça apropriada) e partilhando/divulgando este apelo.
______________________

MENSAGEM SUGERIDA:


Para: relacoes.publicas@tvi.pt, sec.administracao@mediacapital.pt, comunicacion@prisa.com

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

Exmos. Srs.,
Escrevo-lhes a propósito do apoio da TVI à “Corrida 125 Anos Campo Pequeno”, que se realizará no dia 18 de Agosto. Trata-se de algo que me causa uma enorme tristeza e perplexidade.
Quando, em 2013, a TVI deixou de emitir e apoiar touradas, acreditei que o tinha feito, pelo menos em parte, devido a apelos como o meu e os de outros/as telespectadores/as e, acima de tudo, por razões de ordem ética. Foi uma medida que me deixou muito feliz, que me fez criar um vínculo afectivo muito forte com essa estação de televisão e que me fez acreditar que passaríamos a caminhar “lado a lado” para um mundo melhor.
Quatro anos depois, surge um apoio da TVI a uma tourada, mencionado num spot publicitário que tem vindo a ser difundido esta semana. Não sei ao certo de que tipo de apoio se trata, mas não posso deixar de expressar a minha reprovação pelo mesmo. E embora queira muito acreditar que a referida tourada não será televisionada, temo que isso possa vir a acontecer.
Na expectativa de que a TVI perceba que ao associar-se à tauromaquia está a inquietar um número muito significativo de Portugueses e Portuguesas e a contribuir para um abrandamento do progresso moral da sociedade portuguesa, fica o meu apelo para que deixe, de uma vez por todas, de apoiar a tauromaquia, e para que não transmita a “Corrida 125 Anos Campo Pequeno”, que, além de toda a habitual crueldade que encerrará, assinala mais de um século de violência extrema contra animais.
Com os melhores cumprimentos,
(Nome)
(Localidade)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Municípios Antitouradas - Listagem até Agosto 2012

Monumento ao Folclore Vianense, Viana do Castelo – Portugal

Cidades e vilas que se declararam antitouradas em todos os 8 países em que a tauromaquia ainda está por abolir:

Portugal

1. Viana do Castelo (Fevereiro 2009)

Espanha

1. Tossa de Mar (Girona, Catalunha, 1989)
2. Vilamacolum (Catalunha, 1991)
3. O Vajol (Catalunha, 1991)
4. Palafrugell (Catalunha, 1991)
5. Calonge (Catalunha, 1997)
6. Barcelona (Catalunha, 2004)
7. Torello (Barcelona, ​​Catalunha, 2004)
8. Calldetenes (Barcelona, ​​Catalunha, 2004)
9. Olot (Girona, Catalunha, 2004)
10. Ripoll (Girona, Catalunha, 2004)
11. Tavertet (Barcelona, ​​Catalunha, 2004)
12. Manlleu (Barcelona, ​​Catalunha, 2004)
13. Granollers (Barcelona, ​​Catalunha, 2004)
14. San Feliu de Llobregat (Barcelona, ​​Catalunha 2004)
15. Valls (Tarragona, Catalunha, 2004)
16. Badia del Vallès (Catalunha, 2004)
17. Molins de Rei (Barcelona, ​​Catalunha, 2004)
18. La Roca (Catalunha, dezembro de 2004)
19. Sitges (Penedes, Catalunha, 2005)
20. Sant Cugat (Barcelona, ​​Catalunha, 2005)
21. Bellpuig (Lleida, Catalunha, 2005)
22. Banyoles (Girona, Catalunha, 2005)
23. Coslada (Madrid, 2005)
24. Abrera (Barcelona, ​​Catalunha, 2005)
25. Cerdanyola (Barcelona, ​​Catalunha, 2006)
26. Sant Andreu de la Barca (Barcelona, ​​Catalunha, 2006)
27. Mollet del Vallès (Barcelona, ​​Catalunha, 2006)
28. Teia (Barcelona, ​​Catalunha, Maio de 2006)
29. Sant Julià Besora (Barcelona, ​​Catalunha, Maio de 2006)
30. Gironella (Barcelona, ​​Catalunha, Maio de 2006)
31. Biure de l'Alt Empordà (Girona, Catalunha, Maio de 2006)
32. Cabrera de Mar (Barcelona, ​​Catalunha, Maio de 2006)
33. Cabanes de l'Alt Empordà (Girona, Catalunha, Junho de 2006)
34. Sant Iscle de Vallalta (Barcelona, ​​Catalunha, Junho de 2006)
35. Guissona (Lleida, Catalunha, Junho de 2006)
36. Moià (Barcelona, ​​Catalunha, setembro de 2006)
37. Artesa de Segre (Lleida, Catalunha, setembro de 2006)
38. Vilabertran (Girona, Catalunha, setembro de 2006)
39. Sanaüja (Lleida, Catalunha, Outubro de 2006)
40. Torrelavit (Penedes, Catalunha, Outubro de 2006)
41. Torrebesses (Catalunha, Novembro de 2006)
42. Riudarenes (Girona, Catalunha, Novembro de 2006)
43. Fornells de la Selva (Girona, Catalunha, Fevereiro de 2007)
44. Brunyola (Girona, Catalunha, Março de 2007)
45. O Fatarella (Tarragona, Catalunha, Julho de 2007)
46. Morera de Montsant (Tarragona, Catalunha, Outubro de 2007)
47. Calella (Costa Brava, Catalunha, Outubro de 2007)
48. Dels Pallerrols (Tarragona, Catalunha, Novembro de 2007)
49. La Bisbal (Girona, Catalunha, Dezembro de 2007)
50. Basauri (País Basco, Junho de 2008)
51. Castrillon, Asturias (Julho 2008)
52. São Cipriano de Vallalta (Barcelona, ​​Catalunha, Outubro de 2008)
53. Palamos (Girona, Catalunha, Novembro de 2008)
54. Eu Franqueses del Vallès (Barcelona, ​​Catalunha, Janeiro de 2009)
55. Castellar del Vallés (Barcelona, ​​Catalunha, Janeiro de 2009)
56. Tagamanent (Catalunha, Março de 2009)
57. Pallejà (Catalunha, Março de 2009)
58. Arenys de Munt (Catalunha, Março de 2009)
59. Caldes de Montbui (Catalunha, Março de 2009)
60. Hostalric (Catalunha, Março de 2009)
61. Vacarisses (Catalunha, Março de 2009)
62. Santa Eulalia de Ronçana (Catalunha, Março de 2009)
63. Aiguafreda (Barcelona, ​​Catalunha, Março de 2009)
64. Sant Pere de Vilamajor (Catalunha, Abril de 2009)
65. Sabadell (Barcelona, ​​Catalunha, Abril de 2009)
66. Vilassar d'Alt (Barcelona, ​​Catalunha, Abril de 2009)
67. Martorell (Barcelona, ​​Catalunha, Abril de 2009)
68. Castellbisbal (Barcelona, ​​Catalunha, Abril de 2009)
69. Vallgorgina (Barcelona, ​​Catalunha, Maio de 2009)
70. Sentmenat (Barcelona, ​​Catalunha, Maio de 2009)
71. Sopelana (País Basco, Maio de 2009)
72. Palautordera Sant Esteve (Barcelona, ​​Catalunha, Junho de 2009)
73. Costitx (Ilhas Baleares, julho de 2009)
74. Arenys de Mar (Barcelona, ​​Catalunha, Outubro de 2009)
75. Cangas (Galiza, Janeiro de 2010)
76. Begues (Barcelona, ​​Catalunha, Janeiro de 2010)
77. Vedra (Galiza, Março 2010)
78. Dodro (Galiza, Abril de 2010)
79. Mutxamel (Valência, Abril de 2010)
80. Pobra do Brollon (Galiza, Julho de 2010)
81. Teo (Galiza, Julho de 2010)
82. Sestao (País Basco, Agosto 2010)
83. Ares (Galiza, Julho de 2011)
84. Santurzi (País Basco, Outubro de 2011)
85. Barakaldo (País Basco, Novembro de 2011)
86. Abanto-Zierbana (País Basco, Novembro de 2011)

França

1. Mouans Sartoux (2005)
2. Bully-les-Mines (Dezembro 2006)
3. Montignac (Outubro de 2007)
4. Joucou (Julho 2009)

Equador

1. Baños de Agua Santa (2007)
2. Loja (Abril 2010)

Colômbia

1. Medellin (Fevereiro de 2008)
2. Zapatoca (Fevereiro de 2008)
3. Bello (Julho 2008)

Venezuela

1. Carrizal (Outubro 2008)
2. Caracas (Abril 2009)
3. El Hatillo (Maio 2011)
4. Valera (Agosto 2011)

Peru

1. Concepcion (Junho 2012)
2. Junin (Julho 2012)

México

1. Teocelo (Julho 2012)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ABAIXO A CULTURA!!!(???) SÉCULOS DE TOURADAS, CHEGA!!!

Autor: Marise Jalowitzki

Tudo, na vida, precisa ser analisado, verificado, de tempos em tempos verificado novamente e, daí, extrair o que é conveniente, o que está adequado à visão daquele tempo, nivelado com o grau de entendimento e consciência das pessoas.


Séculos de um esporte (???) que marcou uma nação, que etiquetou milhões de pessoas, que manchou (literalmente) de sangue o chão por onde pisaram aqueles que são considerados artistas e heróis. Falo das touradas, dos toureiros e dos touros. Falo dos povos que assistem a esse espetáculo que se baseia no sofrimento de um ser [dito] irracional, frente a um ser [dito] racional, onde, mais uma vez, o humano escolhe e o outro "parceiro" é escolhido, sem chance de recusa!


Creio que, se pensarmos nos gladiadores romanos, as arenas incendiadas de gritos enlouquecidos quando os leões devoravam com vontade seja os soldados "heróis", seja os escravos e prisioneiros de guerra nas arenas, podemos afirmar, sim, que há uma grande evolução, que hoje já não se matam pessoas em público como um ato de diversão, legalmente aceito. Entretanto, qual o caminho da raça humana, se não for o da evolução? Séculos e milênios nos separam daquele "esporte" primitivo, instintivo e cruel.


Séculos nos separam do advento das touradas. Não chega? Chega, chega, sim!


O corpo esguio do toureiro é um símbolo, suas roupas, o porte, a habilidade, a capa, as lendas, tudo lindo... no imaginário! Mas, o que ele faz, o produto de todo o seu treinamento e exibição, não!


Pessoas de todo o mundo, como pode o entretenimento estar associado à violência, à dor, à crueldade, à submissão? À morte? Os jogos mortais virtuais já são um devaneio macabro, os crimes "reais" continuam absorvendo a estupefação de muitos.


Será que podemos pensar mais além? Nos seres indefesos? Nos animais? Será?


No caso das touradas, todos sabemos que o touro é excitado para que fique mais enraivecido, mais furioso, mais desesperado, encurralado, sem saída, antes mesmo de entrar na arena. A alimentação a que é submetido também acirra os ímpetos.


E o que são aquelas lanças, espetadas uma a uma em suas costas, desesperando-o até a consumação?


E, após a sua morte impiedosa, a carne é repartida entre as "autoridades" que lá estão. A fama do toureiro cresce não só por quantos touros consegue submeter e matar, mas, também, por quanto tempo consegue perpetuar o terrível espetáculo.


Aos 08 anos de idade comecei a ouvir histórias de toureiros mortos durante as touradas "por um touro impiedoso", "por um touro cruel", "por um touro sem coração" e outros adjetivos. Aí, interessei-me em saber como era aquilo, pois alguém treinar para ser um profissional matador de touros, onde estava o touro?  Aprendi COMO aconteciam esses episódios. Desde lá os repudio, embora entenda que CULTURA é algo arraigado, é crença enraizada, demora para se desvincular do cotidiano de quem a pratica. Mas já deu o que tinha p'ra dar!


IUUPPIII!!! BEM VINDA A LEI DA CATALUÑA, que entrará em vigor [apenas] em 2012 e que proíbe a prática das touradas. Esse movimento de conscientização já vem sendo divulgado há muito tempo e conta com a adesão de muitos órgãos internacionais. Torço, sincera e tenazmente, para que nada aconteça em oposição a essa lei e que ela possa, realmente, reinar, real, para todo o sempre. E que se alastre! (E que o mundo não acabe em 2012!!!...rsrs)


Quando Brigitte Bardot iniciou seu movimento, também revolucionário e hoje vitorioso, para diminuir o sofrimento do "bode expiatório" nos cultos religiosos que furam o pescoço do bode, o amarram e penduram de cabeça para baixo e, por dias e dias, deixam-no esvair-se em sangue, gota a gota, até morrer... PARA EXPIAR OS PECADOS dos humanos adeptos, ela sabia que não poderia bater de frente e, simplesmente, pedir para extinguir o culto.


Por isso, conseguiu que se promulgasse uma lei que instituiu a obrigatoriedade da anestesia para que o animal não sofresse tanto. Pelo menos isso!!!


Raça humana!


Agora, com o "espetáculo" da tourada não há como conseguir isso. Como anestesiar o touro, se é exatamente na sua desesperada fúria pela sobrevivência e tentativa de fuga da dor é onde reside a "alegria" de quem vem assistir o "show"?


Temos mais tristes episódios como esse, espalhados pelo mundo. Há tanta coisa! A farra do boi, tanto em Portugal como em Santa Catarina. As brigas de galos de rinhas, que na clandestinidade ainda enchem os fundos de páteos de muitos lugares. Os impiedosos adestramentos de elefantes e tantos outros animais. O horrível tratamento alimentar a que são submetidos os gansos para que se produza o "chique", o "sofisticado" e disputado patê de ganso!!! Gente! Vergonha pura! Pura Vergonha!


Há um bom tempo sinto que devemos acertar nossos dicionários para retirar dali o termo "humanização" como sinônimo de qualquer coisa elevada. Nós somos uma pobre raça perdida em seus devaneios e vaidades, sem nenhuma certeza de melhoria.


Que aumentem os movimentos de conscientização!


E VIVA A NÃO VIOLÊNCIA!_______________________________


MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e


palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação


em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.


http://www.compromissoconsciente.blogspot.com/


Porto Alegre - RS - Brasil
/psicologiaauto-ajuda-artigos/abaixo-a-cultura-seculos-de-touradas-chega-2928676.html

Perfil do Autor

Escritora e consultora organizacional. Gaúcha de Crissiumal-RS-Brasil, 57 anos. Educadora, pós graduada em RH pela FGV-RJ, International Speaker pela IFTDO (Virginia-EUA).


Livros publicados: Manual Comentado de Jogos e Técnicas Vivencias, Jogos e Vivências nas Empresas, Vivências para Dinâmica de Grupo (A Metamorfose do Ser em 360 Graus), Lidando com o Vampirismo nas Relações Interpessoais, Perdendo o Medo, ganhando Motivação!, Postura do Facilitador de Grupos nas Organizações.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tourada na Marinha Grande - Pedido de Não autorização

Peça ao executivo camarário da Marinha Grande para Não autorizar a tourada anunciada para o próximo dia 21 de Maio

Por favor, envie a mensagem sugerida pela Associação ANIMAL, ou a sua própria mensagem, se preferir, 

Para: presidente@cm-mgrande.pt,paulo.goncalves@cm-mgrande.pt,tereza.coelho@cm-mgrande.pt,marina.pedrosa@cm-mgrande.pt,cidalia.ferreira@cm-mgrande.pt,judite.santos@cm-mgrande.pt,paulo.vicente@cm-mgrande.pt,ana.domingues@cm-mgrande.pt

Cc: campanhas@animal.org.pt

Mensagem Sugerida:

Exm.º Senhor Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande
Ex.mos Senhores Vereadores da Câmara Municipal da Marinha Grande

Excelências,

Tomei conhecimento de que está anunciado um espectáculo tauromáquico em praça desmontável para acontecer na Marinha Grande, no próximo dia 21 de Maio. Sendo o concelho da Marinha Grande tão rico em beleza natural, factor grandemente responsável pelo afluxo de turistas à região, é chocante que mais uma vez se venha a manchar com um evento destes, que pela sua natureza cruel, já não pode ter lugar numa sociedade civilizada.

Conforme V. Exas. terão conhecimento, em Portugal, nos concelhos onde não existam praças de touros fixas ou onde as praças de touros fixas sejam propriedade e/ou administradas pelos municípios, cabe a esses municípios decidirem se autorizam ou não a realização de espectáculos tauromáquicos. Mesmo não tendo poder legislativo para proibí-los, têm poder administrativo para não os autorizarem. Têm, além do mais, e é isso que está aqui principalmente em questão, o poder, o dever e a responsabilidade política, social e moral de decidir sobre se aceitam que animais sejam barbaramente torturados num espectáculo público nas vilas e cidades que administram.

Soube ainda que, em 2009, a Associação ANIMAL terá submetido à apreciação do Executivo Municipal de V. Ex.as a Moção "Cidade Anti-Touradas",  cuja resposta aguarda até hoje. Esta seria uma excelente oportunidade para V. Exas. analisarem o referido documento e tomarem a decisão mais ética: a de tornarem a Marinha Grande na 2.ª Cidade Anti-touradas portuguesa. Em Espanha já existem 82 cidades e vilas que tomaram esta decisão, 4 em França, 2 no Equador, 3 na Colombia e 2 na Venezuela, e os números estão sempre a crescer.  

Face a este pedido e a estas palavras claras, sérias, fundadas nos melhores princípios, numa ética racional e no desejo de que Portugal seja cada vez mais um país moderno e progressista que não admita a crueldade contra animais, peço a V. Exas. uma decisão urgente – e saliento que a decisão que peço a V. Exas. é a única moral, social e politicamente aceitável: a de não autorizarem a tourada que está a ser anunciada para 21 de Maio, nem qualquer outra tourada, em qualquer altura ou lugar, no concelho da Marinha Grande, e que considerem tornar a V. cidade numa “Cidade Anti-Touradas”.

Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Ex.ª e ficando na expectativa de uma resposta a esta mensagem,

Com os melhores cumprimentos,

De V. Exas,

Nome:
Cidade:
E-mail:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

40 - Petição Contra a Criação de uma Secção de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura - PARTIDO PELOS ANIMAIS

Dois bons motivos para assinar esta Petição:

1) Não admitir que os seus impostos sejam canalizados para apoiar a indústria tauromáquica (o que irá acontecer enquanto existir uma secção de tauromaquia no Concelho Nacional de Cultura);

2) Não concordar que as touradas continuem a ser permitidas em Portugal e, como tal, ser contra todas as incitativas que contribuam para proteger a indústria tauromáquica.

Para ler e assinar a Petição, por favor, clique aqui:

Petição Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura