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segunda-feira, 8 de agosto de 2022

⚠️ 🗣 ACÇÃO DE ENVIO DE MENSAGENS POR E-MAIL | Touradas: Denuncia, e Pedidos de Cancelamento, Fiscalização e Investigação


Por favor, envie para os endereços indicados a mensagem abaixo, que visa o cancelamento de uma tourada na Malveira, e de uma outra no Livramento, bem como constituir uma chamada de atenção para a falta de condições para a realização de touradas nas praças de touros ambulantes (com vista a  contribuir para a proibição de realização das mesmas). 

Para:

geral@cm-mafra.pt, assembleia@cm-mafra.pt, geral@uf-malveira-alcainca.pt, executivo@uf-malveira-alcainca.pt, assembleia@uf-malveira-alcainca.pt, igacespetaculos@igac.pt, igacgeral@igac.pt, dirgeral@dgav.pt, 70esquadra.lisboa@psp.pt, ct.lsb.dmfr.pmlv@gnr.pt, investigacao@sic.pt, linhadafrente@rtp.pt, relacoes.publicas@tvi.pt

Cc:

marinhenses.antitouradas@gmail.com


Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Mafra,

Exmos. Srs. Vereadores da Câmara Municipal de Mafra,

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Mafra,

Exmos. Srs. Deputados Municipais,

Exmo. Sr. Presidente da União das Freguesias de Malveira e São Miguel de Alcainça,

Exmos. Srs. Membros da Assembleia de Freguesia,

Inspeção-geral das Atividades Culturais (IGAC),

Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV),

PSP Loures,

GNR Malveira,

RTP,

SIC,

TVI


Excelências,


Está a ser anunciado um “espectáculo” tauromáquico para dia 14/08/2022 na Malveira, que conta, de acordo com uma menção no respectivo cartaz, com o vergonhoso apoio da União das Freguesias de Malveira e São Miguel de Alcainça. Esta tourada, com início marcado para as 18:00 num recinto ambulante, tem como promotor a entidade António Pedro de Sousa Vasco, Unipessoal Lda., com o NIF 514666315, e como fornecedor de touros a ganadaria Eng.º Jorge Carvalho (http://farpasblogue.blogspot.com/2022/08/proximo-domingo-toiros-regressam.html).


As touradas implicam maus-tratos aos Animais, o que faz com que sejam muito, e cada vez mais, contestadas, tornando-se difícil de entender que beneficiem de apoios públicos, como o da Junta de Freguesia referida. E, se estes eventos cruéis ainda vão tendo lugar em Portugal, com o argumento de que, embora incluam violências contra Animais, são lícitos nos termos regulamentados, a verdade é que se vai sabendo que o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico em vigor tem vindo a ser violado, pelo menos no que se refere às touradas que decorrem em praças ambulantes.


Com efeito, ficando aqui, desde já, uma denúncia às entidades competentes, no passado dia 24 de Julho, numa tourada decorrida em Loures promovida por António Pedro de Sousa Vasco, Unipessoal Lda., com o NIF 514666315, os touros da ganadaria Eng.º Jorge Carvalho (uma das duas ganadarias presentes, conforme se pode perceber em https://tauronews.com/fotogaleria-de-24-de-julho-em-loures/ e http://farpasblogue.blogspot.com/2022/07/havia-quem-nao-quisesse-mas-promoveu-se.html, que, em violação da alínea f) do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de junho, nem sequer estava mencionada no cartaz https://infocul.pt/corrida-de-touros-em-loures-a-24-de-julho/): (1) chegaram às imediações da praça de touros depois das 16:00, não tendo tido tempo suficiente para descanso até ao início da lide/tourada (tourada com início às 18:00); (2) já vinham embolados; (3) saíram directamente da viatura de transporte para a lide na arena (sem entrarem primeiro em curros instalados na praça ou junto à praça); (4) foram encaminhados de volta à viatura de transporte imediatamente após a respectiva lide; (5) foram desembolados com os pés (sujeitos a levarem, mesmo que eventualmente sem intenção, pontapés na cara, nos olhos e/ou na cabeça); e entraram na viatura de transporte com ferragens colocadas e sem terem sido lavados e tratados.


A chegada ao parque de estacionamento/zona de acesso à praça de touros da viatura que transportou os bovinos da ganadaria Eng.º Jorge Carvalho aconteceu, de facto, a menos de duas horas do início da tourada. Facilmente se percebe que assim foi, pois decorria uma manifestação que se iniciou às 16:00. O carro fez-se anunciar com buzinadelas. Está tudo documentado a partir do minuto 2:30 em https://www.facebook.com/ricardo.silva.activista/videos/1090223578286305 e em  https://www.facebook.com/100000732690773/videos/1009913283019826/. A retirada da viatura de um touro que já estava embolado é evidente em https://www.facebook.com/100000732690773/videos/pcb.5688051777895856/797240184635769. A tentativa falhada de retirada de uma bandarilha de um touro acabado de lidar (mais especificamente, do primeiro touro lidado – preto com ferragens vermelhas e brancas http://farpasblogue.blogspot.com/2022/07/ribatejo-moita-e-arruda-as-7-pegas-de.html e https://farpasblogue.blogspot.com/2022/07/moura-sonia-david-gomes-e-diogo.html), a desembolação do mesmo com os pés, e a sua entrada, com as ferragens por retirar, na viatura de transporte, algo que aconteceu enquanto a tourada continuava dentro da praça (conforme se pode perceber pelo barulho de fundo que inclui aplausos a Sónia Matias) são ocorrências que podem ser constatadas em https://www.facebook.com/ricardo.silva.activista/videos/3293324227578599/ e https://www.facebook.com/antitouradas/posts/pfbid0ivLaXrwnpwALchXmni4ZMnFo8ap9AL6u5vBLp6vizdA7QjpMjzyrH9MHU8Hb8zaul


Na tourada decorrida em Loures (do mesmo promotor da que está a ser anunciada para a Malveira) violaram-se, pois, vários artigos do Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de junho (que aprovou o Regulamento do Espetáculo Tauromáquico actualmente em vigor), nomeadamente: o número 1 do artigo 38.º (“1 - As reses destinadas à lide, incluindo as de reserva, devem ser pesadas ou avaliadas e inspecionadas pelo médico veterinário, na presença do diretor de corrida, até três horas antes do início do sorteio”); todos os números (o 1 e o 2) do artigo 43.º (“No final do sorteio, as reses são isoladas em curros fixos ou móveis, nos quais é afixado, por determinação do diretor de corrida, o número de ordem de lide, estabelecido pelos artistas ou seus representantes” e “É expressamente proibida a permanência das reses nos veículos de transporte”); o artigo 47.º (“Depois de isoladas, as reses permanecem em descanso até à hora do espetáculo, sendo proibida a entrada de qualquer pessoa na zona dos curros, salvo as entidades fiscalizadoras, os delegados técnicos tauromáquicos ou pessoa autorizada pelo diretor de corrida, desde que acompanhada pelo médico veterinário e por representante da ganadaria”); o número 3 do artigo 31.º (“Nas praças fixas e ambulantes, as reses são descarregadas para os curros (...)”); a alínea f) do artigo 8.º (Incumbe ao médico veterinário (...) “Assistir, na presença do diretor de corrida, ao trabalho de despontar das hastes e de embolador”); e a alínea f) do artigo 7.º (Incumbe ao diretor de corrida (...) “Verificar, na presença do médico veterinário, o trabalho de despontar das hastes e de embolação e o desempenho do pessoal do curro, certificando-se de que a saída das reses à arena está marcada pela ordem estabelecida no sorteio”).


Perante o que acabo de expor, esperando que a denúncia que acabo de fazer seja analisada, registada e devidamente tratada pelas entidades competentes, parece-me altamente provável que também na tourada que está a ser anunciada para decorrer numa praça de touros ambulante na Malveira no próximo dia 14, mantendo-se o promotor Pedro de Sousa Vasco, Unipessoal Lda. (NIF 514666315) e a ganadaria Eng.º Jorge Carvalho, se venham novamente a violar disposições do Regulamento do Espectáculo Tauromáquico, caso esta tourada não seja previamente cancelada. Aliás, basta atentar no cartaz da tourada que está a ser divulgado em sítios tauromáquicos para se perceber que já se está a verificar uma violação de um dos artigos do Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de junho, mais especificamente, a alínea b) do número 1 do artigo 22.º que prevê que a publicidade, nos cartazes, dos espetáculos tauromáquicos deve incluir a indicação “Do tipo de espetáculo”, o que não se verifica no atinente ao cartaz em questão (http://farpasblogue.blogspot.com/2022/08/proximo-domingo-toiros-regressam.html). Estes são, pois, motivos acrescidos para deixar também os seguintes pedidos:


- Que não haja nenhum apoio público destinado à tourada na Malveira;

- Que o Município de Mafra não conceda as licenças necessárias à concretização da tourada que está anunciada para a Malveira, nem de uma outra que o mesmo promotor pretende realizar em Setembro no Livramento (http://www.touroeouro.com/article/view/24931/touros-no-livramento-a-25-de-setembro), nem de outras;

- Que, desta vez, se a tourada não for, entretanto, cancelada, haja uma fiscalização exemplar por parte de todas as entidades com competências na matéria (para que não se repita o que aconteceu em Loures ou se verifiquem outros incumprimentos);

- Que alguma estação de televisão faça uma reportagem sobre o lado oculto da tauromaquia, e sobre as excepções e violações da Lei em torno da actividade.


Com os melhores cumprimentos,

(Nome)

(Facultativo, mas importante: indicação do número do cartão de cidadão ou NIF)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

"CORRIDAS": DE TOUROS E DE LEBRES A CORRICÃO

TOURADAS (“CORRIDAS DE TOUROS”)

Nas touradas, o animal acossado é um bovino. Este é atacado por um toureiro e seguidamente quase sempre morto, ou pelo próprio toureiro, nas touradas à espanhola, ou num matadouro, nas touradas à portuguesa. 

Na modalidade de toureio mais praticada em Portugal, o "artista" tauromáquico actua montado num cavalo ou numa égua. O equídeo sofre não só durante as touradas, como em treinos muito violentos sobre os quais se sabe muito pouco.

Seria bom que se fizessem mais investigações sobre o lado oculto da tauromaquia. Podemos incentivar as estações/canais de televisão a fazê-lo, nomeadamente através de acções nas quais baste deixar nome e endereço de e-mail para participar, como esta: https://bit.ly/3pfgzYA ✍️

CORRIDAS DE LEBRES A CORRICÃO (“CORRIDAS DE GALGOS A CAMPO”, “LARGADAS DE LEBRES”, OU “CAÇA À LEBRE A CORRICÃO”)

Nas corridas de lebres a corricão, o animal perseguido é uma lebre (viva). É perseguida, num espaço vedado com rede com muito poucas escapatórias, durante longos minutos, por uma parelha de cães, que lhe vão tocando, provocando-lhe ferimentos. Mesmo correndo muito e mudando frequentemente de direcção, acaba por ser, na maioria dos casos, agarrada por um dos cães participantes e morta pelo próprio ou pelos dois.

Além das lebres, também os cães (machos ou fêmeas) sofrem horrores, quer durante estas provas quer nos treinos.

Em cada prova, os canídeos perdem muito peso (chegam a perder 5 kg), ficam desidratados e com alguns ferimentos, e terminam à beira da exaustão. Em 2012, o então vice-presidente da Federação Nacional de Galgueiros, Luís Lourenço, disse ao Correio da Manhã que houve uma prova disputada num dia de muito calor na qual morreram seis cães por exaustão.  

Nos treinos, à semelhança do que se passa nos que visam a preparação para as simples corridas de cães, os protagonistas das corridas de lebres a corrição são obrigados a correr diariamente quilómetros e quilómetros. Sabe-se que há quem os amarre a carros e/ou passadeiras rolantes, bem como quem utilize noras circulantes, conforme admitido perante a TVI em 2019 por Nuno Ferreira da Silva, então presidente da mesa da Assembleia Geral da Federação Nacional de Galgueiros. As divisórias das noras dão choques elétricos e/ou pancadas nos animais que correm mais devagar do que o pretendido. São muito frequentes as fracturas de ossos dos membros superiores e inferiores e as lesões musculares. Há cadelas/cães que morrem durante os treinos. 

A LIGAÇÃO

Além de haver um enorme desrespeito quer pelas vitímas das touradas quer pelas das corridas de lebres a corricão, e muitas semelhanças entre estes vergonhosos eventos de entretenimento, uma grande parte dos concorrentes e do público está ligada a ambas as práticas. Entre os concorrentes nos campeonatos de lebres a corricão, não faltam “artistas” tauromáquicos, ganadeiros, e familiares destas pessoas.

A imagem desta publicação inclui uma foto do cavaleiro tauromáquico João Moura Caetano a actuar numa tourada, e uma outra foto onde o mesmo segura um troféu e um dos seus cães, de rabo entre as pernas (um sinal de medo e/ou desconforto), junto a alguém que segura uma lebre morta pelo cão, em dia corrida.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

*☆*.¸¸.* Boas Festas *.¸¸.*☆*


Que 2017 seja um ano com mais Paz, para os animais humanos e para os animais não humanos, do que qualquer outro! Feliz Natal e um Óptimo Ano Novo.

domingo, 23 de setembro de 2012

A Pega - Parte I


- Momentos pré-pega para os bovinos -

• Transporte ganadaria-praça, que lhes causa muito stress e os faz perder muito peso;
• Embolação, que inclui o corte e limagem dos cornos sem anestesia, e os deixa ainda mais stressados e debilitados;
• Lide por cavaleiro tauromáquico - que dura cerca de 10 minutos e inclui o cravar de arpões de 6 a 8 ferros/bandarilhas -, que os deixa exaustos, devido à sua fraca resistência física e às fortes hemorragias que os ferimentos provocam. 

- Estado dos bovinos no momento imediatamente antes da pega -

• Assustados, feridos, febris, com dificuldades respiratórias, esgotados e à beira de um colapso.

- PEGA DE CARAS -

Os peões de brega – aqueles indivíduos que ao longo da lide vão saltando para a arena com uns panos cor-de-rosa e que cansam ainda mais os touros - preparam o bovino para a pega, colocando-o no sítio em que o cabo (chefe) dos forcados manda, para então se dar início ao cobarde ato, no qual os intervenientes são oito homens, ou oito mulheres, que desconhecem o significado da palavra compaixão. 

Um desses oito forcados provoca o touro, vociferando e batendo palmas. Os restantes, estão colocados em fila indiana, escondidos atrás daquele, para que o touro não os veja. 

Enquanto o touro é instigado a investir, evidencia sinais de exaustão, medo e tristeza, como sejam: língua caída, respiração ofegante, emissão de berros, e, muitas vezes, choro. Nas touradas televisionadas, os berros são propositadamente abafados por palavras proferidas pelos comentadores de serviço, e as lágrimas não são mostradas, optando-se nesses momentos pela transmissão de imagens de sorrisos de crianças inocentes ou de poses de figuras públicas que se encontram nas bancadas.

Muitos dos bovinos demonstram uma grande falta de vontade de investir. Alguns chegam a escavar a terra com uma das patas dianteiras, olhando na direção do forcado que os provoca, talvez na esperança de que isso funcione como um aviso de investida que faça, por si só, o homem-ameaça ir-se embora dali.

Quando, finalmente, o animal corre em direção ao homem-ameaça, este salta-lhe para a cara, conseguindo, muitas das vezes, agarrar-se ao seu pescoço ou aos seus cornos. O bovino sacode a cabeça na esperança de se ver livre daquilo, mas aparecem, de imediato, mais 7 indivíduos para o imobilizar. São os chamados “ajudas”, um dos quais é “rabejador”. Este último, começa por dar vários puxões fortes ao rabo da vítima, para a destabilizar e travar, e após a imobilização, quando já não está nenhum dos seus colegas em cima dela, remata esta cena triste fazendo com que o touro se mova em círculos, para que os colegas possam abandonar o local sem correr qualquer risco de investida. 

- Uma das variantes da pega de caras – “AGARRAR” -

Por diversos motivos, como o touro ser mais manso do que o desejável, ou a falta de habilidade dos forcados, quando se está a tornar difícil concretizar a pega, uma das opções de recurso, algumas vezes tomada, é o grupo, todo em “molho”, atirar-se para cima do animal. Em linguagem tauromáquica, chama-se a esta cruel variante: “agarrar”. Imagine-se o estado em que o bovino fica, com vários homens a caírem sobre os ferros terminados em arpões que tem cravados no corpo! Veja-se esta foto: http://www.touroeouro.com/index.php/page/news/3/98

- Vivo para os currais -

Existem outras variantes da pega de caras e outros tipos de pegas, como a de cernelha, mas, por vezes, após várias tentativas falhadas, nenhuma chega a ser consumada. Quando assim é, diz-se que o touro “volta vivo aos currais”. Esta expressão diz tudo! 

(Continuação–  “A PEGA – Parte II”)

[Texto: Marinhenses Anti-touradas]

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Apelo - Tourada em Barcelos, NÃO

Carta enviada à CM e BV de Barcelos, Cc Minho Anti-touradas


Excelentíssimo Senhor Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Barcelos,

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Barcelos,

Tomámos conhecimento de que está a ser anunciada uma tourada para decorrer nesse município no dia 6 de Maio (http://www.taurodromo.com/agenda/1087/corrida-de-toiros-barcelos-6-de-maio-de-2012.aspx).

A indústria tauromáquica, encontrando-se em avançado estado de declínio, está a tentar, recorrendo a praças ambulantes, entrar em zonas do país onde a tradição das touradas não existe e, para que se torne menos intolerável para as populações, recorre a manobras como a beneficência. Não é pois de estranhar a escolha desse concelho nem a componente da angariação de verbas para a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Barcelos, chegando-se ao cúmulo de se invocar a memória de alguém que já não se encontra com vida, na tentativa de se justificar que se acabe violentamente, aos poucos e sob aplausos, com a vida de animais inocentes (http://www.barcelos-popular.pt/index.php?zona=ntc&tema=3&lng=pt&id=4017).

Perguntando-nos por que motivo a generosidade dos BVB não se vai estender a estes inocentes seres, concluímos que talvez seja por falta de noção do sofrimento que, na realidade, está contido nas touradas. E, por isso, pedimos ao Sr. Presidente da Direção dos BVB o favor de transmitir aos seus homens, o seguinte:

- A tauromaquia é uma atividade onde impera a extrema crueldade contra animais indefesos. Os cavalos sofrem física e psicologicamente. Os touros, totalmente desrespeitados, sofrem ainda mais e por um período de tempo mais alargado. Em termos muito gerais, e reportando-nos exclusivamente ao período que se inicia algumas horas antes do espetáculo em si, estes seres sencientes começam a sofrer e a ficar debilitados durante a fase de preparação para as corridas à portuguesa - seja, por exemplo, durante o transporte ganadaria-praça, em que o stress os faz perder cerca de 10% do seu peso, seja na preparação dos seus cornos (vide sff http://www.youtube.com/watch?v=sKycgcoxedQ). Na arena, não faltam sinais de medo, confusão, stress, exaustão, dor e muito sofrimento, sinais estes que, por desconhecimento, nem sempre são identificados (vide sff http://mgranti-touradas.blogspot.com/2012/03/corridas-portuguesa-sinais-de.html). Já fora do alcance da vista do público, os ferros/bandarilhas são arrancados, à força, do dorso das vítimas, o que lhes provoca enormes buracos e feridas e um sofrimento-atroz marcado por ensurdecedores berros de dor. Por fim, na quase totalidade dos casos, resta-lhes aguardar um a três dias, em tremenda agonia, pelo abate em matadouro.

Os BVB ainda estão a tempo de, numa atitude de grande coragem, decência e bondade, se dissociarem da “Grandiosa Corrida de Touros” a seu favor. Fica o nosso apelo a essa nobre Instituição, na pessoa do Sr. Presidente da Direção Dr. Vitor Coutinho.

Face ao exposto, bem como à forte contestação social de que a tourada em causa está a ser alvo, e tendo em conta que a realização de corridas de touros em praças ambulantes carece de autorização e licenciamento por parte do Município onde se pretende a instalação destas, apelamos à Câmara Municipal de Barcelos, na pessoa de V. Exa, Sr. Presidente Miguel Costa Gomes, para que recuse conceder qualquer licença ou autorização para a realização desta, ou de qualquer outra, tourada. 

Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta a esta mensagem que esperamos que seja positiva,
Com os melhores cumprimentos,
MARINHENSES ANTI-TOURADAS
Marinha Grande – Portugal

Que o Galo de Barcelos cante bem alto antes da data prevista para a aplaudida morte lenta dos 6 inocentes bovinos!...