sábado, 29 de maio de 2010

47 - Capeia Arraiana


A Capeia Arraiana é um espectáculo tauromáquico típico do concelho do Sabugal.

A festa popular começa de manhã. Indivíduos montados em cavalos, acompanhados por outros que se deslocam em motos, tractores, camionetas e viaturas todo-o-terreno, vão esperar touros ao campo e encaminham-nos para uma praça. À entrada da praça, os espectadores que os aguardam, gritam, com o intuito de encorajar os cavaleiros e os touros. Entretanto, as portas dos curros abrem-se. Alguns homens, munidos de varas compridas encimadas de aguilhões, forçam os touros a entrar no curral. Ainda durante a manhã, é lidado um primeiro touro (da forma abaixo descrita).

Da parte da tarde, a festa popular continua. Autorizada a capeia por uma personalidade da terra considerada honrada pelo povo, os espectadores manifestam o seu contentamento com gritos e palmas. São lançados foguetes.

A LIDE PELOS ADULTOS

Cerca de 30 homens, protegidos por uma armação pontiaguda, feita com toros de madeira, denominada forção, enfrentam um touro. Açulam-no a marrar contra o forcão e tentam evitar que ele o contorne. Quando entendem que o animal já deu o seu melhor, largam o forcão, e alguns dos que estavam a lidar a vítima, bem como outros que se encontravam a assistir, desafiam o touro a correr em todos os sentidos, com o objectivo de o cansar ainda mais, e de o confundir, para o conseguirem agarrar. Frequentemente, um homem atira-se à cabeça do touro e em poucos segundos saem homens de todos os lados que se atiram para cima do bovino e o imobilizam. São lidados 6 touros.

A LIDE PELAS CRIANÇAS

A meio da festa, é metida na praça uma vaquinha para que as crianças possam imitar os adultos. A lide é feita com um forcão mais pequeno do que aquele que os mais crescidos utilizam. As mães das crianças, embora talvez sintam receio do que possa acontecer aos seus filhos, gritam para os encorajar. TRISTE!

Ao fim da tarde, os touros ainda têm que ter forças suficientes para regressar aos campos encaminhados pelos cavaleiros.

Há algumas localidades da região da Guarda em que as Capeias Arraianas são tradição. Em Lisboa, não o são. No entanto, há quem insista em realizar imitações desta barbaridade no Campo Pequeno.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

46 - 3.ª Grande Corrida Vidas/Correio da Manhã na TVI - Por favor, proteste

Hoje, 20 de Maio, a TVI transmitirá a “3.ª Grande Corrida Vidas/Correio da Manhã”. Por favor, manifeste a sua indignação.

Por favor, envie o texto abaixo sugerido, ou outro da sua autoria, para relacoes.exteriores@tvi.pt

Exmos. Senhores,

Tendo conhecimento que irão transmitir, hoje, 20 de Maio, uma corrida de touros, venho manifestar a minha profunda indignação e repulsa pela opção de um canal televisivo que, constato agora, hipocritamente, tem tentado, nas sua novelas, "defender" a causa animal!

Na civilização romana havia um "espectáculo" parecido com a tourada em que ... em vez de touros, usavam pessoas!

Há cerca de 2 anos, um dito artista sul americano deixou um cão amarrado, morrer à fome, chamando a isso "arte"!

Em Portugal, proibiram-se os animais nos circos, alegando que vivem em condições deploráveis!

Nas touradas, ferem-se e matam-se deliberadamente os animais!!!!...

As touradas ou qualquer outra actividade que provoque sofrimento em seres sencientes, ou seja, seres com a capacidade de experienciar o sofrimento (seja a nível físico, seja a nível psíquico) não é, nunca foi e nunca será uma forma de arte, nem cultura, nem espectáculo!

Querer transformar a barbárie em espectáculo e dar-lhe cobertura e publicidade é um retrocesso na história e evolução da humanidade e uma prova de insensibilidade e ignorância!

Que os animais ainda não têm direitos garantidos pela lei portuguesa, todos sabemos. Que os devem ter, também o sabemos, e são muitas as pessoas que lutam por tais direitos! Para que Portugal reconheça e integre na ordem jurídica, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO em 1978.

É inconcebível que uma Televisão dê cobertura ao sofrimento gratuito provocado ao animal, nas arenas, para gáudio, entretenimento e satisfação sádica de um punhado de homens e mulheres, desculpar-me-ão o termo, psicopatas, que têm prazer com o sofrimento dos animais.

Como telespectadora, tudo farei para dar conhecimento e informar todas as minhas redes de contacto de tal hipocrisia e da vossa opção editorial!

Sem mais,
[Nome]
[Localidade]

terça-feira, 23 de março de 2010

44 - MEGA MANIFESTAÇÃO

Quer ir a esta Mega Manifestação connosco?
Peça-nos mais informações e reserve já o seu lugar: marinhenses.antitouradas@gmail.com

(clicar na imagem para a ver completa, s.f.f.

sábado, 13 de março de 2010

43 - CULTURA – Definição


In Facebook, MARINHENSES ANTI-TOURADAS – Comentário de Caiado ao Post de 12/03/2010, 12:00

(...) «Culltura é evolução. Daí, a experimentação animal. Cultura é alegria. Daí as vestes garridas e apaneleiradas dos que gravitam`covardemente em redor do indefeso animal. Cultura é obscenidade, daí os jogos de anca, as provocações de um marialvismo com tiques de bestialismo (também zoofilia, uma parafilia, portanto). Cultura é populaça ululante, aconchegada no conforto do número, não vários contra um, o touro, mas vários MILHARES contra um, já que todos são criminosos, na arena e na bancada. Cultura é isto, forçar um animal elegante, leve, belo e amável, pacífico e obediente, de esporas cravadas a temer mais o cavaleiro-PSICOPATA que o animal dotado de haste, o bovino. Cultura é isto, ACIRRAR animal contra animal numa 'chega' desigual e com todo um ambiente atordoante al rededor para os apurados sentidos de uma criatura pacífica, indefesa e sensível - o touro. Cultura, é a máscara. Como num teatro, a máscara do criminoso, o gorro do carniceiro que desenvolve técnicas de confronto cada vez mais desigual de modo a ditar o resultado com pretensões de uma 'bravura' ensaiada e PROGRAMADA, servida como acto valente aos otários que cumpicemente assistem e que, apenas interessados no SANGUE, excitados sexualmente com o pegar na cauda do touro, com o perceber-lhe o membro fálico ora dentro ora saindo da ponta penugenta, EXCITADOS na sua líbido MÓRBIDA com o sofrimento, vendo o equídeo abrir o esfíncter e defecar na areia, o touro, em sevícia tortuosa e em falência orgânica, URINANDO de medo, em convulsão de sentimentos. Bem diz Saramago, o touro quando entra na arena, "entra alegre. Ou pelo menos assim acredita". Mais ou menos isto.

Cultura. Para além das definições anteriormente avançadas, acrescente-se esta: acto gentil e mariconço de sentir excitação sexual com sofrimento de animais em situação exangue e com o AVAL do também gentil e porreiro, pá, o Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates. A História, digo, a história da Cultura, NÃO O ESQUECERÁ.

E, se a memória do povo é curta, A MEMÓRIA DOS ANIMAIS e seus amigos, não o será JAMAIS.»

domingo, 28 de fevereiro de 2010

42 - Morrer como um touro


In PÚBLICO

O Ministério da Cultura resolveu criar uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura a pretexto de que lidar touros seria uma tradição cultural portuguesa a preservar. Mas a tradição é mais antiga, do tempo em que humanos e animais lutavam na arena para excitar os nervos da multidão com o sangue e a morte anunciada. A piedade, que é um valor mais antigo do que Cristo, veio, na sua interpretação cristã, salvar disto os humanos. Esqueceu-se, porém, dos animais.

Há um momento nas touradas em que o touro, muito ferido já pelas bandarilhas, o sangue a escorrer, cansado pelos cavalos e as capas, titubeia e parece ir desistir. Afasta-se para as tábuas. Cheira o céu. Vêm os homens e incitam-no. A multidão agita-se e delira com o sangue. O touro sabe que vai morrer. Só os imbecis podem pensar que os animais não sabem. Os empregados dos matadouros, profissionais da sensibilidade embaciada, conhecem o momento em que os animais “cheiram” a morte iminente. Por desespero, coragem ou raiva (não é o mesmo?), o touro arremete pela última vez. Em Espanha morre. Aqui, neste país de maricas, é levado lá para fora para, como é que se diz? ah sim: ser abatido. A multidão retira-se humanamente, portuguesmente, de barriga cheia de cultura portuguesa, na tradição milenar à qual nenhuma piedade chegou

Os toureiros têm pose que se fartam (e com a qual fartam toda a gente). Pose de hombre, pose de macho. Mas os riscos que de facto correm são infinitamente menores que a sorte que inevitavelmente espera os touros, que o sofrimento e a desorientação que infligem aos touros para o seu próprio prazer e o da multidão. Dá vontade de dizer que quem se porta assim, quem mostra orgulho de se portar assim, tem entre as pernas, e não apenas literalmente, órgãos bem mais pequenos que aqueles que os touros exibem. Os toureiros são corajosos mas entram na arena sabendo que haverá sempre quem os safe, senão à primeira colhida, então à segunda. Às vezes aleijam-se a sério e às vezes morrem, o que talvez prove que os deuses da Antiguidade são justos, vingativos e amigos de todos os animais por igual. Os touros, esses, não têm ninguém que os vá safar em situação de risco, estão absolutamente sós perante a morte. Querem os toureiros ser hombres até ao fim? Experimentem ser tão homens como eram os homens e os animais na Antiguidade: se ficarem no chão, fiquem no chão. Morram na arena. É cultura. A senhora ministra da Cultura certamente compensará tão antigo costume.

Também era da tradição, em Portugal por exemplo, executar em público os condenados, bater nas mulheres, escravizar pessoas. Foi assim durante milénios. Ninguém via mal nenhum nisso a não ser, confusamente, com dúvidas, as próprias vítimas. Até que a piedade, na sua interpretação moderna e laica, acabou com tão veneráveis tradições.

Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?

- Paulo Varela Gomes (Historiador), “Cartas do Interior”, Público, 27.02.2010, P2, p.3.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

41 - Por favor, proteste contra a recentemente criada Seccçao de Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura!

Apesar dos milhares de protestos, nacionais e internacionais, enviados contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, nada demoveu a Ministra da Cultura de criar tal Secção. Gabriela Canavilhas é aficionada das touradas e participou, enquanto directora-geral da Cultura dos Açores, no "Fórum Mundial da Cultura Taurina", que decorreu na Terceira em 2009, pelo que, não é de estranhar o sucedido.

Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, da autoria do MOVIMENTO ANTI-TOURADAS DE PORTUGAL, ou se preferir, escreva a sua própria mensagem, ao Primeiro Ministro, ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e ao Ministério da Cultura, com conhecimento aos seis líderes parlamentares da Assembleia da República, pedindo que intercedam nesta situação.

Por favor, envie a sua mensagem para: pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt; gmc@mc.gov.pt

Com Conhecimento (Cc) a: gp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt
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Carta tipo:

Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exm.ª Senhora Ministra da Cultura


Com Conhecimento a:

Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exm.º Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV

Excelências,

Acabei de tomar conhecimento da criação, por parte do Ministério da Cultura, de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Venho por este meio expressar a minha indignação.

Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos. Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo para que V/Ex.ª interceda no sentido de acabar, quanto antes, com as implicações do Despacho n.º 3254/2010, revogando-o de foma a ser excluida a secção de tauromaquia do CNC. Apelo para que a actividade tauromáquica não seja financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos. Peço a demissão imediata da actual Ministra da Cultura.

Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

[Nome]
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