segunda-feira, 28 de março de 2022

Cruz Vermelha Dissociada da Tourada do Redondo



Graças a toda a pressão efectuada junto de várias organizações da Cruz Vermelha, conseguimos que a Instituição não fique associada à tourada que se vai realizar a 2 de Abril no Redondo. 

A Cruz Vermelha Internacional reconheceu que a associação da Cruz Vermelha às touradas pode afectar a sua reputação, e informou que iria conversar sobre o assunto com as organizações portuguesas da Cruz Vermelha.

A Cruz Vermelha Portuguesa, por sua vez, respondeu que não foi validada pela Instituição a sua identificação no evento ou comunicação do mesmo.

 

A delegação da Cruz Vermelha do Redondo não vai receber dinheiro proveniente da tourada. 

 

Obrigado a quem participou na acção de envio de mensagens para a Cruz Vermelha. Obrigado, Cruz Vermelha. 

domingo, 13 de março de 2022

2022: Envio de E-MAILS | Red Cross and Bullfighting / Cruz Vermelha e Touradas

 ⚠️ ATENÇÃO



A bullfight is being advertised for 2nd April in support of the Redondo branch of the Red Cross. Please act now.

Está a ser anunciada, para 2 de Abril de 2022, uma tourada a favor da Cruz Vermelha do Redondo!

Por favor, envie, por E-MAIL, de uma só vez, com texto em inglês e em português (colocando o seu nome no final de cada uma das versões), a mensagem abaixo sugerida, ou outra, para os endereços indicados.

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EN | PT

Subject/Assunto: Red Cross and Bullfighting / Cruz Vermelha e Touradas

To/Para:
pmaurer@icrc.org, mgirodblanc@icrc.org, sede@cruzvermelha.org.pt, marketing@cruzvermelha.org.pt, cvpredondo@hotmail.com

Cc:
marinhenses.antitouradas@gmail.com

[EN]

Dear All,

I am writing this e-mail on the issue of the association between the Portuguese Red Cross (PRC) and bullfighting.

Unfortunately, in Portugal bullfighting is still a common practice. In each of these sad events about six or seven bulls are humiliated and tortured almost to death (and often horses perish as well). Spears with barbs are thrusted forcefully into their backs, causing severe bleeding and internal damage. A very high level of physical and psychological pain is caused to the bulls. Hours later these innocent animals are then butchered, after a long period of painful agony.

Although it is still legal in some countries, bullfighting has become the target of huge and growing social protests. For ethical reasons, more and more organizations choose to distance themselves as much as possible from this cruel activity.

It is quite difficult to understand how a prestigious Institution such as the Red Cross can be associated to such cruel activities practiced upon the animals. As a matter of fact, aside from the regular provision of ambulances and human means to eventually assist people actively involved in bullfighting, there are some branches of the Portuguese Red Cross who advertise, sell tickets for and/or accept money from the bullfighting events – red blood-stained money from innocent animals. 

Presently a bullfight is being advertised for 2nd April in support of the Redondo branch of the Red Cross (https://tauronews.com/festival-a-2-de-abril-no-coliseu-do-redondo/).

The Portuguese Red Cross admits there are branches that receive money from bullfights but states they are not the organizers, and thus undervalues the regular protests, from members and sympathizers, it receives.

In face of what has been said I would like to appeal to the Red Cross to dissociate itself as much as possible from performances based on animal abuse, namely by not allowing its denomination/logo to be used in bullfighting posters, by not advertising bullfights, and by not accepting blood-tainted money or goods from bullfights.

Thanking you in advance for the kind attention devoted to this letter, I look forward to your kind reply, which I hope will be a positive one.

Best regards,
(Name, city, country)

[PT]

Exmos./as. Srs./Sras.,

Escrevo-lhes a propósito da associação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) à tauromaquia.

Infelizmente, em Portugal ainda se realizam touradas. Em cada uma, seis ou sete bovinos são humilhados e torturados quase até à morte (havendo também, frequentemente, cavalos que ficam feridos ou morrem). São-lhes cravados ferros que lhes provocam severas hemorragias. É-lhes provocado um elevado nível de sofrimento físico e psicológico. Horas depois, os inocentes animais são, na sua quase totalidade, abatidos, após um longo período de agonia.

Embora ainda legalmente permitida em alguns países, a tauromaquia tem vindo a ser alvo de uma enorme e crescente contestação social e, cada vez mais, a generalidade das organizações optam por se distanciar ao máximo desta cruel actvidade por razões de ordem ética.

É incompreensível que uma Instituição como a Cruz Vermelha se associe a estas práticas de crueldade sobre animais. Com efeito, além do frequente envio de ambulâncias e de meios humanos para eventual socorro de pessoas envolvidas nos espectáculos tauromáquicos, há delegações da CVP que publicitam touradas, vendem bilhetes para touradas, e/ou aceitam dinheiro proveniente de touradas – dinheiro manchado de sangue de animais inocentes. 

De momento, está a ser anunciada, para 2 de Abril, uma tourada a favor da Delegação da Cruz Vermelha do Redondo (https://tauronews.com/festival-a-2-de-abril-no-coliseu-do-redondo/).

A CVP reconhece que há delegações que recebem verbas provenientes de touradas, mas salienta que não é organizadora, e vai assim desvalorizando os protestos que, neste âmbito, lhe vão sendo dirigidos por sócios e simpatizantes.

Face ao exposto, apelo a V. Exas. para que a Cruz Vermelha se dissocie o mais possível de espectáculos de maus-tratos aos animais, nomeadamente não permitindo que a respectiva denominação/logótipo conste em cartazes de touradas, não publicitando touradas, nem recebendo dinheiro ou bens provenientes de touradas.

Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta a esta mensagem que espero que seja positiva,

Com os melhores cumprimentos,
(Nome, cidade, país)

terça-feira, 20 de julho de 2021

Participe ✍️ TOURADA AUTORIZADA OU EVENTO PROIBIDO?

 

Por favor, insira o seu nome e endereço de e-mail aqui: https://getmymsg.com/v/twfcb ✍️

Peça, assim, esclarecimentos sobre uma tourada à porta fechada decorrida a semana passada na Póvoa de São Miguel, Alentejo, Portugal. Tudo indica que se tratou de um evento proibido, que tem mais é de ser denunciado. 

Contamos com a sua participação nesta acção tão simples e rápida. Quanto mais pessoas participarem, melhor. Muito obrigado.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

"CORRIDAS": DE TOUROS E DE LEBRES A CORRICÃO

TOURADAS (“CORRIDAS DE TOUROS”)

Nas touradas, o animal acossado é um bovino. Este é atacado por um toureiro e seguidamente quase sempre morto, ou pelo próprio toureiro, nas touradas à espanhola, ou num matadouro, nas touradas à portuguesa. 

Na modalidade de toureio mais praticada em Portugal, o "artista" tauromáquico actua montado num cavalo ou numa égua. O equídeo sofre não só durante as touradas, como em treinos muito violentos sobre os quais se sabe muito pouco.

Seria bom que se fizessem mais investigações sobre o lado oculto da tauromaquia. Podemos incentivar as estações/canais de televisão a fazê-lo, nomeadamente através de acções nas quais baste deixar nome e endereço de e-mail para participar, como esta: https://bit.ly/3pfgzYA ✍️

CORRIDAS DE LEBRES A CORRICÃO (“CORRIDAS DE GALGOS A CAMPO”, “LARGADAS DE LEBRES”, OU “CAÇA À LEBRE A CORRICÃO”)

Nas corridas de lebres a corricão, o animal perseguido é uma lebre (viva). É perseguida, num espaço vedado com rede com muito poucas escapatórias, durante longos minutos, por uma parelha de cães, que lhe vão tocando, provocando-lhe ferimentos. Mesmo correndo muito e mudando frequentemente de direcção, acaba por ser, na maioria dos casos, agarrada por um dos cães participantes e morta pelo próprio ou pelos dois.

Além das lebres, também os cães (machos ou fêmeas) sofrem horrores, quer durante estas provas quer nos treinos.

Em cada prova, os canídeos perdem muito peso (chegam a perder 5 kg), ficam desidratados e com alguns ferimentos, e terminam à beira da exaustão. Em 2012, o então vice-presidente da Federação Nacional de Galgueiros, Luís Lourenço, disse ao Correio da Manhã que houve uma prova disputada num dia de muito calor na qual morreram seis cães por exaustão.  

Nos treinos, à semelhança do que se passa nos que visam a preparação para as simples corridas de cães, os protagonistas das corridas de lebres a corrição são obrigados a correr diariamente quilómetros e quilómetros. Sabe-se que há quem os amarre a carros e/ou passadeiras rolantes, bem como quem utilize noras circulantes, conforme admitido perante a TVI em 2019 por Nuno Ferreira da Silva, então presidente da mesa da Assembleia Geral da Federação Nacional de Galgueiros. As divisórias das noras dão choques elétricos e/ou pancadas nos animais que correm mais devagar do que o pretendido. São muito frequentes as fracturas de ossos dos membros superiores e inferiores e as lesões musculares. Há cadelas/cães que morrem durante os treinos. 

A LIGAÇÃO

Além de haver um enorme desrespeito quer pelas vitímas das touradas quer pelas das corridas de lebres a corricão, e muitas semelhanças entre estes vergonhosos eventos de entretenimento, uma grande parte dos concorrentes e do público está ligada a ambas as práticas. Entre os concorrentes nos campeonatos de lebres a corricão, não faltam “artistas” tauromáquicos, ganadeiros, e familiares destas pessoas.

A imagem desta publicação inclui uma foto do cavaleiro tauromáquico João Moura Caetano a actuar numa tourada, e uma outra foto onde o mesmo segura um troféu e um dos seus cães, de rabo entre as pernas (um sinal de medo e/ou desconforto), junto a alguém que segura uma lebre morta pelo cão, em dia corrida.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

GUIAS ELÉCTRICAS, NORAS ARTESANAIS, e PETIÇÕES


Quer as corridas de cães 🐕 quer as corridas de touros (touradas) 🐎 🐂 têm mais é de ser proibidas ⛔️. Concordas? 

Nesta publicação o destaque vai para uma das componentes dos treinos de equídeos de toureio e de “cães de corrida”: 

⚙️ O treino com recurso a guias eléctricas ou a noras artesanais. 

No tipo de treino referido, os Animais são obrigados a correr quilómetros a grande velocidade num pequeno espaço circular que incorpora um mecanismo rotativo. Quando não conseguem ser suficientemente rápidos levam pancadas.

As pancadas são muito fortes nos treinos com noras artesanais, que não têm sistemas de segurança. Mas não são inócuas nos treinos com as mais sofisticadas guias eléctricas, tantas vezes equipadas com divisórias com correntes electrificadas, que provocam choques eléctricos ao mínimo toque. ⛓⚡️

Treino de um cavalo de toureio de Rui Fernandes com Guia Eléctrica:

Treino de “cães de corridas” com nora artesanal:

Duas sugestões de assinatura de PETIÇÕES:

✍️ Petição complementar a uma ILC, ambas da autoria da SOS Animal, que visa a proibição das corridas de cães: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=SOS-Animal

📧 Petição/"GetMyMsg", que visa a realização de uma investigação jornalística sobre o lado oculto da tauromaquia, incluindo os violentos treinos dos equídeos de toureio: https://bit.ly/3pGBsww.