Assunto: CONVITE - Filme e Debate (14 de Setembro)
Para: BE, CDS-PP, CDU, + Concelho, Movimento Pela Marinha, PSD, PS
Exmos./as. Srs./Sras.,
A tauromaquia é uma actividade polémica.
Embora não exista tradição tauromáquica na Marinha Grande, realizaram-se no nosso concelho, desde 2008, alguns espectáculos tauromáquicos; o que agradou a alguns/algumas munícipes mas causou indignação a outros/as.
No próximo sábado, 14 de Setembro, com início às 21:30, será exibido na sala multiusos do Sport Operário Marinhense o filme "Um Documentário Bestial", com duração de cerca de 30 minutos, sobre tauromaquia e polémica em redor da tauromaquia, realizado por Nuno Costa e narrado por Adolfo Luxúria Canibal e Rui Reininho. No seu seguimento, decorrerá um debate, sobre o tema em geral e sobre o caso da Marinha Grande em particular, aberto a todas as pessoas presentes que quiserem participar, sendo que, uma vez que a entrada é livre, se prevê que existam diversos pontos de vista, sejam eles de defensores da abolição da tauromaquia, defensores da tauromaquia, ou pessoas sem opinião formada.
A estreia do filme e o debate que se lhe seguiu na Culturgest, em Lisboa, foram um sucesso (http://activa.sapo.pt/vida/sociedade/2012-10-07-um-documentario-bestial-lanca-a-polemica-da-tourada-na-culturgest), tal como têm continuado a ser as exibições noutras cidades e em festivais de cinema internacionais. Cremos que na Marinha Grande o sucesso se repetirá.
Gostaríamos muito que todos os partidos/coligações/movimentos concorrentes às eleições autárquicas 2013 estivessem representados neste evento organizado por nós: assistindo ao filme, escutando o debate, e participando activamente no mesmo (se assim o desejarem).
Fica o convite a todos, pedindo que, nos casos em que ele for aceite, nos seja enviada uma resposta a esta mensagem até à próxima sexta-feira, 13, indicando quantas pessoas irão.
Gratos/as pela atenção dispensada,
Com os melhores cumprimentos,
MARINHENSES ANTI-TOURADAS
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http://facebook.com/antitouradas
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
sábado, 10 de dezembro de 2011
Dr. Vasco Reis envia carta ao grupo parlamentar do CDS/PP
João Almeida interpela o Secretário de Estado da Cultura sobre o reconhecimento da Tauromaquia
Carta que o Dr. Vasco Reis fez chegar ao presidente do grupo parlamentar do CDS-PP:
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| Dr. Vasco Reis - Médico Veterinário da AVAT (http://www.avat.org.es/) |
Exmo. Senhor Deputado Nuno Magalhães
Dgmo. Presidente do Grupo Parlamentar CDS/PP
Dgmo. Presidente do Grupo Parlamentar CDS/PP
A intervenção veemente do Senhor Deputado João Almeida em favor da tauromaquia revelou um profundo desconhecimento científico ou uma total indiferença pelo terrível sofrimento de touros e de cavalos; uma atroz ausência de compaixão e de sentido de ética; uma forte faceta oportunista e uma falta de vergonha e de respeito pelas muitas pessoas conscientes, que por justas razões abominam tal actividade, que só existe para gáudio de pessoas viciadas em violência e crueldade, para exibicionismo, para negócio em nome da tradição e até em vários sítios para inovação.
O acompanhamento por 25 pessoas que se retrataram como aficionados e elementos influentes da tauromaquia, feito nas galerias da AR durante a respectiva alocução, ilustra o papel do deputado como emissário deste grupo, pelos vistos, por ele bem avisado e com ele bem concertado.
O senso comum induz e a ciência confirma que os animais utilizados, touros e cavalos, sofrem muito psicológica e fisicamente antes, durante e depois das corridas. E muitos mais sofrerão em lides privadas para "treino e diversão tauromáquicos" por este país fora.
São estes seres dotados de fisiologia e de sistema nervoso semelhante aos do Senhor Deputado e, pelo menos, tanto como ele, sensíveis a claustrofobia, susto, medo, fúria, dor, esgotamento, infecção, doença, etc., mas que os aficionados pretendem ignorar e que deixa muita gente indiferente.
Muito mais haveria a argumentar, mas que até aborrece repetir, de tão óbvio.
Tratou-se, portanto, na minha opinião, de um acontecimento vergonhoso para o Senhor Deputado, para o seu Grupo Parlamentar, para o seu Partido, para o nosso Parlamento, para a reputação do nosso país, quiçá em nome de uma liberdade democrática que tem permitido a crueldade como espectáculo e que aceita agora esta sua apaixonada defesa na sede da nossa democracia, a Assembleia da República, sem que vozes da indignação se tenham feito ouvir.
Assino-me como um dos muitos porugueses que se envergonham deste acontecimento e que lastimam também a repercussão que isso vai ter no mundo evoluído.
Vasco Reis, médico veterinário
Aljezur
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