sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mutilação das Orelhas

Entre as muitas sevícias a que os bovinos vítimas da tauromaquia são sujeitos ao longo das suas curtas vidas, inclui-se a mutilação das orelhas. Quase todas as ganadarias o fazem.

No dia em que os ainda muito jovens animais são, pela primeira vez e para sempre, separados das suas mães e queimados com ferros em brasa em várias zonas dos seus corpos, são também seviciados com dolorosos cortes nas orelhas. Estes rasgões e furos, feitos com navalhas ou facas afiadas, causam ferimentos que atraem as moscas e desencadeiam prolongadas infeções. Tão condenável prática, que conta com a presença de muitos convidados, não passa de pura vaidade e insensibilidade dos ganadeiros, que acham que conseguem, assim, deixar nos animais marcas distintivas!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Boa semana :)

Esta semana, não se realizarão touradas em Portugal. A pausa prolongar-se-á até Fevereiro de 2015. Um dia, que não virá muito longe, far-se-á "stop" em vez de "pause".  
Boa semana 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Final da temporada 2014 - Mas qual vida de rei?


A vida de rei dos bovinos destinados às touradas é uma falácia. Entre os 8 e os 14 meses de idade, são separados, para sempre, das suas mães. Nesse mesmo dia, sem qualquer medicação que atenue a dor, são marcados com ferros em brasa, o que, em muitos casos, é também complementado com cortes à navalhada nas orelhas (e sabe-se lá mais onde). Não muito tempo depois de todos estes ferimentos sararem (o que por vezes demora por contraírem infecções), são feridos, vezes sem conta, com uma vara de 2,5 m com um aguilhão na ponta. São obrigados a correr diariamente muitos quilómetros (mesmo que estejam adoentados), e sabe-se lá que mais, para no “grande dia” estarem em boa forma física. No dia do transporte para a praça, o stress que lhes causam é de tal ordem que perdem cerca de 10% de peso....

Mas pronto. Se tiverem muitas cicatrizes, dá-se-lhes uma pintura, que isso disfarça-as (as fotos desta publicação, retiradas de um blogue tauromáquico, não deixam dúvidas sobre este aspecto). Espera-se que ninguém repare o quanto emagreceram e ficaram desidratados nas 48 horas anteriores à tourada. Cortam-se-lhes as pontas dos cornos, provocando-se-lhes, muitas vezes, lesões irreversíveis ou até mesmo a morte, mas isso vai sendo o mais possível abafado. Crava-se-lhes ferro após ferro, embrulhado em papel colorido. Há quem grite uns “olés” e até quem toque música. Há decisores políticos que se estão a marimbar para os que não se podem defender. E depois da última tourada da temporada portuguesa, decorrida no passado Domingo, para o ano há mais!

A “vida de rei” do “número 49” da foto durou até ao abate após a tourada à portuguesa do passado Domingo. Para o ano, outros “reis” serão perfurados com as mesmas bandarilhas/ferros que lhe foram cravadas em público e depois arrancadas à navalhada, ainda em vida, já em privado. Só o papel de enfeite será substituído por outro. Tudo isto é demasiado mau para continuar a ser permitido. Felizmente, há cada vez mais pessoas a insurgirem-se contra a tauromaquia e a abolição desta cruel actividade só pode estar para breve.