domingo, 23 de setembro de 2012

A PEGA – Parte II


- Efeitos dos puxões nos rabos dos bovinos -

Conforme referido no ponto “PEGA DE CARAS” em “A PEGA – Parte I” (http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2012/09/a-pega-parte-i.html), o rabejador dá vários puxões ao rabo da vítima: para a destabilizar e travar, numa primeira fase, e para a obrigar a mover-se em círculos, numa segunda.

A cauda dos bovinos é um prolongamento da sua coluna vertebral. É compost
a, na sua estrutura óssea, por uma sequência de vértebras, chamadas coccígeas ou caudais, que se articulam umas com as outras. Ora, ao ser puxada, isso provoca, muitas das vezes, luxação das vértebras, ou seja, perda da condição anatômica de contato entre elas, e ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos. Chega a ocorrer desinserção da cauda da sua conexão com o tronco. Como a porção caudal da coluna vertebral está na continuação dos outros segmentos da coluna vertebral e diretamente ligada à região sacral, afecções que ocorrem primeiramente nas vértebras caudais podem repercutir-se mais para frente, comprometendo inclusive a medula espinhal que está contida dentro do canal vertebral. Estes processos patológicos são extremamente dolorosos.

Um dos sinais, muitas vezes presente, de que ocorreram lesões na coluna vertebral dos bovinos durante a pega, é a notória falta de estabilidade e força nas patas traseiras, enquanto o seu rabo está a ser puxado e logo após esse triste momento.

(Continua. Em breve: “A Pega – Parte III”)

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